Nesta semana aconteceu a Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – cujo objetivo é refletir sobre o futuro que queremos para o mundo nos próximos vinte anos.
Num planeta que é cada vez mais habitado, cabe a nós (arquitetos, urbanistas e engenheiros), a reflexão sobre a proteção do meio ambiente com construções sustentáveis e obras que reduzam o desperdício.
Vi no Bom Dia Brasil (clique aqui para assistir – VALE A PENA!!!) uma reportagem super interessante, mostrando que “a construção civil tenta mudar a sua fama e imagem de ser altamente poluidora”, com os exemplos de um prédio residencial, outro comercial e uma obra que nasce sem entulho.
Num dos prédios usados como exemplo, que fica no centro do Rio, tudo foi desenvolvido, desde a planta até a sua utilização, para consumir menos energia e água. Sensores automáticos, por exemplo, deixam as lâmpadas próximas às janelas desligadas, para aproveitar a iluminação natural. Já os vidros de todo o prédio são especiais, e fazem com que o calor fique do lado de fora. Um outro exemplo foi a loja Farm, em São Paulo (já mostramos aqui no blog), que foi toda construída pensando na sustentabilidade, com paredes e tetos verdes que reduzem a temperatura e diminuem os gastos com ar condicionado.
Conforme já falamos por aqui, ainda é difícil para a maioria ter acesso às tecnologias das construções verdes, falta informação e os custos são elevados, o que inviabiliza muitas obras. Mas tenho percebido dentre os colegas de profissão, a busca cada vez maior pelo conhecimento e profissionalização nas áreas sustentáveis, o que me faz acreditar que, num futuro próximo, poderemos colocar em prática o que já vemos sendo utilizado em algumas grandes obras. (>>Update: acabei de ler esse texto sobre o assunto que vale principalmete para os profissionais da área).
Não basta o prédio ser sustentável e inteligente, nós também temos que mudar as nossas cabeças e sermos “pessoas verdes” para fazer um planeta melhor. 😉















