Cristina Campos

África na decoração

por Cris Campos - 19 de maio de 2010

Às vésperas da Copa de 2010, o mundo todo está com os olhos voltados para a África. É claro que isso se reflete na decoração, ainda mais se tratando de uma cultura tão rica que, inspirada da cores e formas da natureza e carregada de simbologia, tem identidade própria. A escolha desse estilo se baseia na beleza e na alegria que as cores e peças conferem ao ambiente, mas há quem se identifique com a simboligia e o misticismo incluso nos objetos e pinturas.

Em uma decoração inspirada na cultura africana predominam os tons terrosos do continente, como amarelos, laranjas, ocre, marrom e vermelho. Grafismos em preto e branco também são muito presentes, principalmente em estampas de tecidos e em pinturas. Esculturas, máscaras, tapetes, peles (artificiais!), móveis em madeira rústica, couro e palha também fazem parte do conceito.

É um estilo alegre, exótico e de muita personalidade. Sendo assim, optar pelo look total pode ser arriscado, a não ser pra que se identifica muito com a cultura africana. Porém, como na maioria das fotos que selecionamos, dá pra usar algumas peças e estampas apenas como referência, como esculturas isoladas ou em coleções, almofadas, algumas cores ou materiais, mas misturados a estilos e peças modernas. O resultado é uma decoração bem contemporânea e sofisticada.

Cores, almofadas, tecidos e coleções de objetos africanos decoram o apartamento do colecionador de arte tribal Christian Heymès, em São Paulo. Foto: Revista Casa Cláudia março 2010.

Sofá de couro, almofadas estampadas e tapete com padronagem de zebra na ambientação da Le Lis Blanc Home.

Objetos de arte africana aquecem e personalizam ambientes modernos. Na primeira foto, móveis, bandeja, garrafas, copos, lupa e escultura azul da Brentwood; ovo de avestruz, máscara rústica, girafas e bola de osso da Katmandu; tecidos Regatta, cadernetas de oncinha Le Lis Blanc e máscara pura  e bola de onça com elefante da Espaço Til. / Na segunda foto: mobiliário Brentwood; boneca Namji Boa Sorte, da Katmandu. Fotos e informações: revista D`casa

Cantinho de leitura projetado por Meire Santos para uma Casa Cor, com painés de fotos e esculturas de animais. / Papel de parede da linha Grafismo, da Bobinex, inspirado em padronagens africanas, criado por Marcelo Rosenbaum. Fotos: divulgação.

Nessa sala, projetada por Roberto Migotto, há uma mistura clara de estilos, como móveis de várias épocas. Almofadas estampadas nas cores amarelo e vermelho conferem cor e estilo. O tapete de zebra dá um ar sofisticado. Foto: site do arquiteto. /À direita: Mobiliário, luminária e estatueta de madeira natural da Brentwood; máscara Lua Contemporânea e tecido branco e preto da Katmandu; caixa dado Dice Bone, da Le Lis Blanc.Foto e informações: revista D`casa

Para decorar o aparador, peças em madrepérola e osso, esculturas e livros temáticos, tudo da Le Lis Blanc. / Papel de parede da linha Grafismo, da Bobinex, móveis rústicos e pufe com estampa colorida. Fotos: divulgação.

No quarto, camas em madeira com dossel, móveis rústicos em madeira, tapete e almofadas com grafismos africanos. Foto: reformafacil.

Quarto com tapete em padronagem de zebra e móveis rústicos. Foto: casadevalentina / À direita:  Quarto com móveis modernos, em linhas retas e  laca branca, misturado ao estilo africano do tapete de zebra e nos tecidos do enxoval nas cores marrom e ocre. Mobiliário Brentwood, pano mudcloth preto na almofada da Katmandu, tecidos do enxoval da Regatta, tapete de couro silcado padrão zebra da Helvetia House. Foto e informações: revista D`casa.

Esse quartinho de bebê com o tema safari é lindo! A base é clarinha, em tons de bege e branco, mas a parede e os móveis receberam a pintura com paisagens e animais. Os bichinhos de pelúcia de onça e zebra sào um charme! Foto: casadevalentina.

A arte africana é bastante marcada pelas estampas. Produzidas utilizando técnicas milenares de tingimento, são caracterizadas por grafismos e usam como referência as formas da natureza, como a pele de animais, os formatos de frutas exóticas, ou a textura de pedras de rios.

Além dos tecidos marcantes, a escultura, principalmente máscaras e estátuas, não passam despercebidas. Produzidas em materiais extraídos da natureza, como madeira, principalmente o ébano, marfim, osso, terracota, bronze, cobre e ouro, elas são símbolos religiosos e expressam os sentimentos e idéias dos povos africanos.  A máscara provoca fascínio ou repulsa no mundo ocidental. Sua função é  proteger, representando um disfarce para a incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas.

Apesar de estar na moda, é um estilo atemporal e lojas especializadas em estilos étnicos sempre renovam seus estoques com peças lindas, como a Katmandu, a Le Lis Casa… Mas a beleza e diversidade da cultura africana são fontes de inspiração para marcas e designers criarem novas tendências, reinterpretando cores e padrões.

1 e 2:Jogos de Jantar Tânia Bulhões. /3. Louças TokStok em parceria com Alexandre Herchcovitch.

Tecidos da coleção Microsan África da Donatelli (é lançamento!).

 

1. Porta-retratos de osso HStern Home. / 2. Almofada Coisas da Dóris. / 3.Cachepô HStern Home. / 4. Caderninhos Hits/ 5.Caixa de osso, Le Lis Casa. / 6.Máscaras Katmandu. / 7. chaise Bali Express.

 

1. Bandeja de madeira / 2.Almofadas Donatelli. / 3.Girafas de madeira da Katmandu. / 4.Lupas com cabo de osso Le Lis Casa. / 5.Panô com padronagem africana da Katmandu. / 6.Banquinho de madeira da Katmandu. 7.Ovo de avestruz pintado da Katmandu./ 8. Poltrona Anos 60 customizada do Estúdio Glória. / 9. Livros Editora Tashen.

 

Coleção “M’Afrique”,da grife italiana Moroso, criadas do encontro entre tradição e modernidade, como uma forma de homenagear e valorizar os valores culturais do continente africano.

* Veja também:Estádios da Copa – Parte I

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Expo Xangai 2010

por Cris Campos - 16 de maio de 2010

Está acontecendo, desde 1º de maio até dia 31 de outubro, a Expo Xangai 2010, cujo tema é Better City, Better Life (Cidade melhor, vida melhor). Ali, 55 cidades eleitas mostrarão suas melhores práticas urbanas. As Exposições Universais (Expo) estão entre os mais importantes eventos do calendário internacional, funcionando como um intercâmbio de informações e cultura. Em Xangai o destaque são as  inovações científicas e tecnológicas, com o desafio de realizar o evento com baixa emissão de carbono. Os prédios do parque têm controladores de despesa de água e energia e utilizam energia solar e materiais reciclados. As edições anteriores das exposições mundiais já deixaram legados importantes para a humanidade, como o telefone apresentado por Graham Bell na Expo Filadélifia, em 1876, e a Torre Eiffel, erguida para a Exposição Mundial de Paris, em 1889, entre outros.

As principais atrações das Exposições Mundiais são os pavilhões nacionais, criado pelos países participantes, que são espelhos de suas culturas e características geográficas únicas. As fachadas são sempre o grande destaque, já que devem convidar os visitantes a entrar. Observando cada uma delas, encontramos características em comum, provenientes do uso de materiais e revestimentos com tecnologia avançada, como painéis com recortes a laser, que filtram a luz solar, e até que mudam de cor dependendo a insolação, além da exploração de recursos de iluminação natural e artificial. Selecionamos alguns dos os pavilhões mais bacanas pra mostrar pra vocês! A foto acima mostra uma das entradas do parque.

O pavilhão do país-sede, a China, possui 63 m de altura e é o mais alto da exposição. O projeto é do arquiteto chinês He Jingtang, que propôs a celebração de diversos elementos tradicionais chineses como a arquitetura, a caligrafia, a jardinagem e o planejamento urbano, lembrando o formato dos antigos pagodes chineses. Chamado “The Crown of the East” o pavilhão é marcado pela verticalidade e simetria. A cobertura é inspirada na dougong, uma técnica construtiva milenar no oriente. Terminada a exposição, o pavilhão da China será convertido em museu da história e da cultura do país.

O pavilhão da Polônia é absolutamente deslumbrante! Com 3000 metros quadrados, ele foi inspirado na sua arte popular, refletindo o aspecto do tradicional corte manual de papel. O exterior desta obra é composto principalmente por uma mistura de madeira e policarbonato cortado a laser, vidro e painéis resistentes aos raios UV que também servem de telas de cinema, onde serão exibidos filmes culturais polacos. Merecidamente, a equipe que projetou esse pavilhão, Wojciech Kakowski, Natalia Paszkowska e Marcin Mostafa, ganhou menções honrosas de topo na categoria de design dos pavilhões da Expo 2010, devido ao seu atraente conceito. Não sei se é mais bonito a noite, quando a iluminação vinda de dentro destaca os desenhos da fachada, ou de dia, mostrando melhor a madeira.

Inspirado na colossal e sagrada Ayers Rock, situada no Território Norte da Austrália, a principal característica estética deste  pavilhão é a mudança de cor, emulando assim a aparência avermelhada dessa formação rochosa, devido à sua fachada metálica gradualmente oxidada.  É o aço corten, que já mostramos aqui no blog!

O pavilhão da Coréia do foi projetado pelo escritório Mass Studies, que colocou a simbologia coreana como elemento de composição dos espaços e usa a convergência como tema principal. A idéia de símbolo e espaço e a convergência destes elementos é trabalhada com maestria através da temática “sinais viram espaços e espaços se transformam em símbolos”. Eles utilizam o Han-Geul, alfabeto coreano, por toda a superfície do pavilhão formando desenhos e texturas, luzes e sombras bem interessantes. Além disso para compor a forma do prédio, eles trabalham com áreas brancas e coloridas, volumes horizontais e verticais sendo por vezes cortados com linhas diagonais, criando movimento através das formas e dos símbolos.

Uma das características mais notáveis da Dinamarca é a sua amigável infra-estrutura para bicicletas, incorporando 1500m delas para a utilização dos visitantes. O pavilhão dinamarquês gira em torno da noção de que os seus contos de fadas tradicionais podem ser apreciados enquanto as pessoas pedalam. A sua arquitetura espiralada – na realidade apenas uma rampa para as bicicletas – contém uma lagoa no seu núcleo, bem como a estátua original “Little Mermaid” (Pequena Sereia) do porto de Copenhagen. A iluminação noturna destaca a fachada desenhada com vários círculos vazados que parecem pequenas lâmpadas.

O surreal pavilhão da Arábia Saudita, que se acredita ter sido o mais caro de todos os pavilhões da Expo 2010, tendo um custo aproximado de 146 milhões de dólares. Destaca-se sobretudo pela sua estrutura suspensa em forma de barco e apresenta várias  características aquáticas, bem como 150 palmeiras no último piso. Além disso, possui uma tela de projeção de 1600 metros quadrados (1/4 de um campo de futebol), supostamente a maior do mundo.

A estrutura do pavilhão da Espanha é única comparada com os outros pavilhões presentes na Expo 2010. Com uma estrutura interna em aço e 8524 painéis de vime nas cores marrom, bege e preto, o pavilhão espanhol ocupa uma área de 8500 metros quadrados.  Um dos benefícios do uso desses painéis é a constante presença de um efeito de luz ambiente e natural e também ajuda a garantir que no interior da estrutura se mantenha uma temperatura agradável e constante. Os painéis foram tecidos à mão por artesãos na província de Shandong. Este tipo de tecelagem é uma tradição antiga tanto na Espanha quanto na China. O projeto é do escritório catalão Miralles Tagliabue Embt.

O pavilhão de Israel, projetado por Haim Dotan Arquitetos, é formado por dois blocos que se entrelaçam e que simbolizam a inovação e tecnologia de Israel. Pode ser interpretado como um diálogo entre a humanidade e a natureza, a terra e o céu, o passado e o futuro. O pavilhão será dividido em três áreas: a sala de luz, hall de inovações e o jardim sussurrando com as árvores ao redor do pavilhão, que está equipado para fazer “sussurro”, em inglês e chinês, saudando os visitantes que andam perto deles e ao entrar no edifício.

Com o tema “Cidade Sensual”, o pavilhão da França aparenta uma estrutura flutuante. Com 6000 metros quadrados e cercada de água, é um brilhante exemplo de eficiência energética e de técnicas de reciclagem, com o seu design de “caixa arejada”.  Ao contrário dos outros pavilhões, foi construído com o objectivo de ser permanente e será oferecido à China como um presente ao final da Expo 2010. Para aqueles que apreciam obras de arte, terão no pavilhão francês a oportunidade de contemplar obras de mestres como Rodin, Millet e Van Gogh, além de magníficos jardins de estilo francês.

O pavilhão da Itália é uma estrutura de 3600 metros quadrados, composta por módulos formados por placas incorporadas com fibras óticas que parecem ser translúcidas por natureza e em constante mudança à medida que o Sol percorre o céu. Consistindo em 20 formas únicas, representativas das distintas regiões geográficas do país, e ligadas entre si por linhas que se cruzam, o mais interessante desse projeto é que ele poderá ser  remontado após a exposição, bastando para isso remover as peças de ancoragem.

O Pavilhão do Reino Unido surpreende com suas inúmeras antenas eletrônicas que podem se mover com o vento e criar imagens em cores variadas. Refletindo a relação entre o ambiente construído e a natureza. A audaciosa construção em forma de semente, com 20 metros de altura, faz lembrar um porco-espinho. Composta por 60 mil bastões de acrílico translúcido de fibra óptica de 7 metros de comprimento, a estrutura irradia luz ambiente durante o dia e uma auto-iluminação assim que o sol se põe, providenciando a todos os visitantes uma experiência multi-sensorial. O pavilhão foi projetado pela inovadora e vanguardista equipe do Heatherwick Studio e é um fenomenal exemplo de arte e arquitetura moderna.

Apresentando também um design imaginativo, a inspiração para o pavilhão da Rússia deriva dos históricos padrões encontrados nas roupas das mulheres e o desejo de apresentar um mundo mágico, como se fosse visto através dos olhos de uma criança. Quando se olha para as agradáveis contradições da sua textura, o pavilhão de 6000 metros quadrados engloba uma estrutura principal com 15 metros de altura, ligada a outras 12 estruturas irregulares de cor vermelha, branca e dourada, que representam os meses do ano. Mais uma vez as fachadas com desenhos vazados se destacam com a iluminação.

Com uma área de 2000 m2, o pavilhão do Brasil na Expo apresenta um exterior inspirado no artesanato, no trançado a várias mãos, na cultura, no folclore e no universo lúdico popular brasileiro constituído pela complexa trama de várias raças e culturas. Essa fachada foi produzida com pedaços sobrepostos de madeira reciclada e pintada de verde, apoiados em uma estrutura metálica. Com o tema “Cidades Pulsantes”,  o interior possui corredores com telas de projeção onde passam imagens da vida cotidiana, além de pontos turísticos e claro, samba e futebol. O projeto foi desenvolvido pelo escritório Fernando Brandão, que foi vencedor do concurso criado pela AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura). Brandão criou a marca de um “Brasil de braços abertos”, como o arquiteto explica, com dois parênteses invertidos, instalado na frente do pavilhão.

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Escadas (1)

por Cris Campos - 10 de maio de 2010

Selecionamos alguns projetos onde a escada além de cumprir sua função (subir e descer, hehehe…), se torna um elemento arquitetônico de grande destaque no ambiente. O desenho e a escolha do material podem torná-la simples e discreta ou escultural e deslumbrante.

1 – Escada vazada com piso em madeira (cumaru). O diferencial é o guarda-corpo em cabos de aço. Projeto Andrés Gálvez.

2 – Escada de concreto com piso em mármore branco. O desenho é simples, mas se tornou deslumbrante no contexto do projeto. Casa em Brasília assinada pelo arquiteto Paulo Henrique Paranhos, foto Casa e Jardim.

3 – Uma das mais lindas dessa seleção! O concreto aparente da escada se repete na parede, assim como a altura dos degraus, formando um painel bem valorizado pela iluminação. Além disso, o terceiro degrau se alonga formando uma bancada com gavetões e uma área de descanso. O guarda-corpo de vidro não interfere na continuidade do desenho. Projeto de René Fernandes Filho e Adriana Rossi, foto Revista Casa e Jardim.

4 – Escada em balanço com degraus em aço engastados numa viga metálica embutida na parede. O mármore travertino bruto reveste os degraus e forma o filetado da parede ao fundo, deixando a escada leve e discreta. Projeto de Zize Zink.

5 – Adoro essa escada! Os degraus foram revestidos em madeira por todos os lados, formando um volume único, que a deixou visualmente mais simples e por isso mesmo mais bonita. O guarda-corpo em vidro ficou bem discreto. Projeto e foto: Andre Piva.

6 – Executada em chapa metálica dobrada, essa escada fininha fica super discreta, ótima para encaixar num cantinho quando o ambiente é pequeno.  Projeto Ricardo Hachiya e Luiza Fernandes, foto Casa e Jardim.

7 – Essa escada metálica é formada por dois perfis em aço inox que apóiam os degraus de vidro laminado e temperado (duas placas de 10 mm). Acho leve e bonita. Apesar de não parecer, o vidro é sim um material resistente. Porém, para mulher de saia é arriscado… Projeto de Ruy de Mello.

8 – De desenho escultural, essa escada é curva e sem apoios intermediários, o que torna sua execução complicada e por isso mais exclusiva. Projeto e fotoo: Roberto Migotto.

9 – Executada em chapa de aço pintada, essa escada ocupa o rasgo na laje e se beneficia do pé direito duplo. O guarda-corpo tubular é de ferro pintado de branco. Projeto dos arquitetos Hugo Schwartz e Alexandre Gedeon, foto Casa e Jardim.

Essas duas escadas foram projetadas pelo arquiteto André Piva. 10 – A primeira é estruturada por perfis de aço que apoiam degraus de madeira. / 11 – A segunda é formada por degraus em balanço revestidos por mármore travertino bruto e bem valorizados pela iluminação feita por balizadores embutidos na parede. Na lateral, um vidro do piso ao teto oferece segurança sem interferir no desenho. Fotos: site do arquiteto.

12 – Essa escada majestosa foi projetada por Fernanda Marques para uma Casa Cor em São Paulo. Tudo bem que ela liga-nada-a-lugar-nenhum… mas é bonita demais! E pode ser executada em qualquer lugar espaçoso, que comporte suas curvas. Foto site Casa Cor.

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