Muito aconchegante essa sala! Projetada como um espaço de convivência da família, ela abriga espaços para diversas atividades, como lugar para leitura, para assistir tv, para ligar um computador ou fazer pequenas refeições, tudo isso num ambiente ao mesmo tempo acolhedor e sofisticado. Gosto muito da disposição dos móveis, da composição com cores neutras e madeira, das diferentes texturas e da iluminação indireta que predomina nesse espaço. Além disso, a arrumação da estante está linda e a mesa de acrílico atrás do sofá deu um ar contemporâneo misturada com as cadeiras de madeira e bambu. Assim eu gosto!
Projeto Christiane Zeni e Letícia Fornari . Foto: Guia Decorar.
Além de cumprirem o importante papel de equilibrar ou vedar a iluminação natural para se adequar às funções do ambiente, as cortinas servem para dar privacidade, destacar ou esconder a vista da janela, e até diminuir ruídos externos. Na decoração elas são um importante complemento e deixam os ambientes mais charmosos e sofisticados.
Escolher uma cortina é uma tarefa complexa. Além do tecido, deve ser definido que tipo de costura será usado, se tem ou não a necessidade de usar forro ou blackout, qual a altura da barra, se a cortina será instalada em trilho ou varão e se estes serão simples, duplos ou até triplos… Aff! Mas não se desespere, para cada caso existe uma solução!
Cortina de organza de seda com bordados de algodão instalada com argolas em um varão, sobre forro de xantungue misto com pregas americanas. Projeto de Aline Cremonini.
A cortina pode correr em trilhos, chamados trilhos suíços, ou em varão.
No trilho suíço a cortina corre com mais facilidade, além de permitir uma maior variedade de pregas no tecido, que dão o maior charme. Mas como o aspecto não é dos mais bonitos, o trilho deve ser escondido por um cortineiro, normalmente feito no gesso ainda durante a obra.
Os suportes de varão, por sua vez, devem ficar fixos por cima, permitindo que a cortina corra sem problemas. Mas acabamento com ilhoses ou alças passantes são indicadas para modelos pouco utilizados, pois podem emperrar.
– As cortinas devem combinar com o estilo adotado para o ambiente, considerando as cores, texturas e formatos, assim como a forma de instalação.
– Na hora de escolher o tecido, os fatores físicos são relevantes: quando a incidência do sol é grande ou a vista da janela não agrada, o ideal são tecidos pesados, como sarja, algodão fechado, linha pura e seda rústica, com forro de tergal misto ou blackout.
– Se a casa é escura ou possui uma bela vista, podem ser usados tecidos mais leves e transparentes, como voal, chiffon, organdi, seda leve ou gaze de linho, podendo dispensar o uso de forro.
– O forro serve para proteger o ambiente e o próprio tecido do sol excessivo. Geralmente, é feito separadamente e corre em trilho ou varão independente, dando a opção de abrir ou fechar quando quiser, mas pode ser costurado à cortina.
– Outro fator importante é a questão da praticidade, pois para lavar em casa, os tecidos devem ser leves ou sintéticos, pois os mais pesados pedem lavagem especializada, pois podem encolher.
– Em termos de custo, os tecidos sintéticos são mais baratos, mas os naturais costumam ter o caimento mais bonito.
– Mesmo correndo o risco de sujar mais facilmente, a cortina fica bem mais elegante quando a barra arrasta de 2 a 4cm no chão.
Existem vários tipos de acabamentos para as cortinas, com pregas, argolas, botões, ilhoses… Tudo pra deixar essas peças tào importantes ainda mais charmosas. Vamos mostrar aqui os mais usados:
Pregas americanas: Modelo clássico, tem detalhes feitos com três preguinhas e pode ser presa em trilho ou varão. Geralmente é usada com forro, o que favorece o caimento.
Cortina no tecido Lexus, da Donatelli, uma trama de poliester branca, que lembra uma gaze de linho, confeccionada com pregas americanas e barra sobrando 4cm sobre o chão, bem chique! O trilho suíço ficou escondido pelo cortineiro de gesso. Projeto de Roberto Migotto.
Pregas fêmea : O volume dos tecidos vai para trás e a cortina fica com um caimento reto.
Esse apartamento de um prédio dos anos 50 possui uma caixa de madeira com persiana metálica, que faz parte da fachada. Para disfarçar a persiana no interior foi instalado um varão fazendo o contorno da caixa. A cortina de algodão listrado, presa em argolas metálicas, tem pregas tipo fêmea.
Pregas macho: O volume do tecido concentra-se na frente, proporcionando caimento reto e elegante. Podem ser usadas em varões ou trilhos ou ainda como xales laterais e é um dos acabamentos mais usados, pois não gasta muito tecido.
Nesse ambiente foi usada uma cortina franzida de voal, bem leve e fácil de lavar, e dois xales de um tecido que mescla linho e voal, costurados com pregas macho adornadas com botões forrados no mesmo tecido. Um detalhe lindo! O conjunto foi instalado num trilho suíço duplo escondido pelo cortineiro de gesso.
Painel :Pode ser usado desde os tecidos mais encorpados até os mais leves, além de lona ou tela. Fica bem em decorações modernas.
A porta da varanda foi coberta por painéis de linho que se transpassam 10cm e deixam transparecer a vista lá fora. Para um ar mais artesanal, o contorno de cada painel recebeu aplicação de canutilhos de madeira. O trilho suíço ficou escondido no gesso. / Na segunda foto, foram usados painéis em gaze de linho branco e amarelo, que usados intercalados trazem um pouco de cor e graça à sala de jantar. Projeto de Miguel Pinto Guimarães.
Argolas:Sempre atuais, as argolas presas ao varão suspendem o tecido. Podem ser em metal cromado, dourado, ouro velho e madeira natural ou branca, dependendo do estilo do ambiente e da cor do varão.
Essa sala de TV recebe muita luz à tarde. Para escurecer o ambiente, além do blackout, foi escolhido um modelo que combina dois tons de voal: o marrom sobre o dourado. Assim, o conjunto, pendurado por argolas em varão duplo, ajuda a segurar a luminosidade, sem eliminá-la totalmente. Projeto de Antônio Ferreira Jr. e Mário Celso Bernardes.
Ilhoses: São indicados para cortinas pouco utilizadas e mais decorativas, em tecidos leves. Mas podem emperrar no varão e após muitas lavagens à máquina os ilhoses podem se soltar.
No primeiro ambiente, instalou-se um varão de metal abaixo do teto para os xales de seda, presos por ilhoses. Com 9 m de largura cada um, eles têm a metragem exata para fechar o vão de 3,50 m da janela. Por dentro, uma cortina de voal misto corre num trilho atrás da sanca. Projeto de Adriana Penteado. /Para suavizar o visual dos painéis de bambu, que correm em trilhos suíços, foi fixado um varão metálico do qual pende uma cortina em gaze de linho costurado com ilhoses. Projeto de Marcia Coelho.
Passantes de tecido:Ficam muito bem usadas como xales, sobre persianas ou rolôs. São superdecorativas, porém as alças não deslizam bem no varão.
Aqui foram misturados seis xales diferentes, de 1,10 x 2,50 m cada um. Os lisos de xantungue de seda foram dispostos nas laterais e os listrados de voal, no centro. A idéia aqui era não usar forro, e apesar das cores fortes, a transparência mantém a leveza dos tecidos. As peças foram instaladas com alças passantes em um varão de bambu. Projeto de Mario Almeida.
Tecidointeiriço: Acabamento simples, atual e elegante, porém, tem deslizamento difícil no varão. Sua função é mais decorativa. O ideal é que sejam instalados em trilhos suíços.
A cortina dessa sala é composta por quatro painéis de voal branco, que receberam um bordado em formato de ramo de flor, em pespontos pretos. Um cortineiro de madeira pintada de branco esconde o trilho suíço duplo, que também sustenta o forro de gabardine. / Na sala de jantar, duas folhas em cambraia de linho serviram como tela para o bordado manual feito de viés americano branco e contas plásticas coloridas, com um resultado bem romântico.
“Para calcular a quantidade de tecido necessária para uma cortina não muito franzida, meça a largura acrescentando entre 20 e 40 cm para cobrir as laterais da janela. No caso de tecidos encorpados, multiplique esse número por dois e para tecidos finos, por três, para a cortina ganhar volume. O resultado é a largura total. Divida o resultado por 50 cm (pois cada altura equivale a 50 cm de largura da cortina já acabada. Exemplo: uma cortina com 3 m de largura equivale a seis alturas) e você terá a quantidade de alturas (no jargão dos cortineiros) a serem emendadas. Depois meça o comprimento, acrescentando 30 a 50 cm para a barra e a cabeça.” Revista Casa Cláudia.
Desenhos: Revista Decora Baby. Fotos: revista Casa Cláudia.
Nesse final de semana nós fomos assistir ao filme Sex and the City com as amigas. Programa bem de mulherzinha, né? O filme é ótimo, como toda a série, que ficou famosa não só pelas histórias das 4 amigas, como também pelos figurinos luxuosos usados por elas. Mas cenários não ficam pra trás. Chiques e sofisticados eles refletem com realismo o estilo de vida das personagens, e de Nova Iorque, onde se passa a história.
O novo apartamento de Carrie e Big chama atenção pela sofisticação e reflete exatamente o estilo glamuroso do casal. A responsável pela composição do cenário é a designer de interiores Lydia Marks, do escritório de decoração nova-iorquino Marks&Frantz – ela também assinou o cenário de “Sex and the City 1” entre outros filmes. Combinando peças modernas com outras vintage, o resultado foram ambientes luxuosos e harmônicos. Carie, agora casada, deixou um pouco a moda de lado e se concentrou nos gastos com a decoração. (Alguma recém casada se identifica?) No filme fica claro que o casal foi montando o apartamento aos poucos, como todo mundo faz, e o resultado ficou a cara dos dois. Móveis retrô e cores sóbrias, masculinas, misturadas com a delicadeza dos papéis de parede estampados, que estão presentes em quase todos os cômodos.
O sofá da Montauk Sofa, muito citado durante o filme, é mesmo o centro da sala de estar. Seu estofado em lã azul marinho criou um um contraste lindo com o quadro dourado. Aliás, já mostramos aqui no blog como esse tom de azul fica lindo na decoração, né? Nas laterais, um par de poltronas anos 50, forradas em tecido bege, equilibram as cores. O tapete estampado quebra a sobriedade do ambiente e é a cara da Carrie.
A mesa de centro tem um desenho interessante e recebeu uma arrumação despojada com os livros em cima. Achei o pufe super charmoso.
A sala de jantar é linda! As cadeiras com tecido estampado da Lee Jofa fazem um conjunto interessante com a mesa francesa de mogno dos anos 40. Mas o lustre é o que mais chama atenção. Feito em peças de metal oxidado, ele dá um ar moderno ao ambiente.
Ao fundo dá pra ver a cozinha, nesse caso, reconhecidamente um ambiente masculino, já que Carrie nem chega perto. O toque moderno ficou por conta dos azulejos azul-marinho da Ann Sacks instalados nas paredes.
No hall de entrada o papel de parede “Oiseau in Chocolate” da Holland&Sherry é um luxo! Combina perfeitamente com as molduras douradas do espelho clássico e os abajures. Chiquérrimo.
Na antessala, outro lustre deslumbrante! Esse, do Lindsey Adelman Studio, é de vidro soprado. Repararam na porta de entrada, lá no fundo, de madeira ebanizada? Gostei muito…
O quarto do casal é uma ousada mistura de texturas e padrões, que no final ficou bem interessante. A cabeceira da cama é revestida em um tecido lindo, que contrasta com o papel de parede Rococo Stripe da Lee Jofa. Gosto da mistura de estampas, mas confesso que achei as cortinas horríveis, muito pesadas!
Nessa foto, que está com a cor um pouco destorcida, dá pra ver a escrivaninha antiga, que dá pra fechar e esconder a bagunça! No filme ela acaba virando esconderijo para uma TV…
Quem não sonha com um closet desses? Não só pela invejável coleção de modelitos, mas pelo espaço que ela tem pra deixar tudo organizadinho… Assim eu gosto muito! Nesse apartamento ela divide o espaço com o marido. A divisão fica bem marcada pela diferença de materiais, já que o lado dela é clássico, branquinho e o dele é de madeira escura e vidro, mais moderno. Mas na foto dá pra ver que ela já começou a ocupar o ladinho dele… Claro, né?!
Antes de se casar com Big, Carrie morava sozinha nesse apartamento, que já foi remodelado no primeiro filme e ficou muuuuito charmoso. Simples e funcional, mas ao mesmo tempo elegante.
Todas as paredes são azuis, contrastando com os tons de bege e marrom das cortinas e dos móveis. Na sala de estar os dois sofazinhos vintage receberam um teciod estampado bem feminino. Adorei a idéia do banco, embaixo da tv, que acomoda mais pessoas sentadas.
O piso em madeira rústica é lindo e o tapete estampado é ma-ra-vi-lho-so. Gosto muito dos abajures brancos e bem grandes. A penteadeira com espelhão redondo é um charme à parte.
O quarto também é lindo. A composição de quadrinhos atrás da cama destaca ainda mais o azul da parede.
Que o closet de casada dela é beeeeeem melhor, não restam dúvidas. Mas esse tem seu charme. Os armários receberam a mesma pintura azul do resto do apartamento e o toque feminino ficou por conta dos lustres rendados e do tapete estampado.
No apartamento de Charlotte, a cozinha certamente é o centro das atenções. Na casa dela esse ambiente é realmente usado no dia-a-dia da família e o cenário, produzido pelo designer Jeremy Conway, é uma exemplo de cozinha funcional.
O fogão, da Wolf, é enorme! Contei 8 bocas e 2 fornos e amei os botões vermelhos. A bancada central enorme é própria pra quem realmente cozinha, e precisa de espaço. No piso, a cerâmica branca e cinza cria um desenho sutil. Muitos e muito armários, todos brancos, completam o cenário.
No filme elas fazem cup cakes para uma festinha. Os confeitos se destacam no meio de tanto branco!