Construção e reforma

Porta de entrada (1)

por Mariana Lombardi - 16 de julho de 2010

Se a primeira impressão é a que fica, a porta de entrada tem que ser de arrasar!

A porta pode ser feita de diversos materiais – ferro, aço, alumínio, pvc, vidro – mas a madeira é o material mais usado. Se for madeira maciça, é mais resistente e oferece maior segurança,  podendo ficar aparente (na cor da madeira mesmo) ou receber uma pintura, geralmente  a laca branca. O desenho pode ser liso ou bem trabalhado e se os puxadores ou maçanetas forem bem escolhidos elas podem ficar ainda mais bonitas.

Atualmente, um dos modelos mais usados nas entradas de casas e apartamentos é a porta pivotante. É uma porta sem dobradiça, fixada no piso e no batente superior por pivôs que ficam escondidos; assim o seu eixo vertical é deslocado da parede e pode-se optar por portas maiores e mais pesadas. Feitas sob medida, são exclusivas e elegantes.

O tamanho mínimo de uma porta de entrada é de 80 cm de largura por 210 cm de altura, mas se ela for pivotante, os pivôs devem estar a uma distância tal do batente que sobrem 90 cm para a abertura.

MADEIRA

porta de entrada de madeira com painel assim eu gosto

1- Porta pivotante em madeira e frisos em alumínio. O painéis fixos nas laterais foram feitos iguais à porta e passam a impressão dela ser ainda maior. Projeto Gláucia Brito.

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2- Porta pivotante de madeira de demolição com parede revestida em pedra canjiquinha. Projeto Ligia Resstom, revista Casa e Jardim. / 3- Porta de madeira freijó ripada feita com inspiração oriental. Projeto Ari Diesendruck.

assim eu gosto porta entrada madeira freijo moderna linda

4- Porta de madeira freijó composta de dois painéis, um fixo e outro pivotante. Achei o desenho da fachada bem interessante e os materiais bem escolhidos. Projeto Paula Mattar.

5- Porta pivotante em madeira cumaru ripada com puxador cromado embutido. Projeto de Ticiana Badra e Magda Marconi. / 6- Porta pivotante em madeira cumaru com 2,80 de largura e uma cavilha no mesmo material no lugar da maçaneta. Projeto Mônica Drucker.

porta pivotante de madeira demolicao arquitetura assim eu gosto

7 e 8- Portas de entrada com pé-direito duplo. Nos dois casos, além da porta tem também um painel feito no mesmo material. Belo efeito, gosto muito! Projeto Ana Meirelles e Roberto Migotto.

BRANCA

9- Porta pivotante de madeira laqueada de branco com puxador de aço inox. Ao lado, uma bandeira fixa de vidro traz mais um pouco de luz para o interior da construção. Projeto de Claudio Nomerowska.

10- Porta em laca branca com pivô central fica bonita e diferente! Mesmo com as paredes coloridas, portas e batentes podem ser sempre brancos. Projeto Neza Cesar.

11- Porta pivotante em laca branca, bem larga e básica, o destaque  fica para o puxador quadrado recortado e com acabamento em madeira igual ao portal. Projeto Luiz Fernando Rocco. / 12- Porta pivotante em laca branca com rebaixo bem sutil e puxador vertical em aço inox. Ao lado, uma bandeira fixa de vidro leva luz para o interior. Projeto Claudio Nomerowska.

PRETA

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13- Porta pivotante de ferro com pintura preta. Projeto de Camila Mattos, site casa. / 14- Porta pivotante em madeira ebanizada. O diferencial ficou por conta dos encaixes na lateral da porta. Projeto Ligia Resstom.

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Fachadas de casas sem telhado (1)

por Mariana Lombardi - 17 de junho de 2010

♫ ♪ Era uma casa muito engraçada… não tinha teto, não tinha nada… ♫ ♪

Muita calma nesta hora! Uma fachada sem telhado não significa que a casa é sem teto, toda aberta… O telhado existe, mas não aparece, ele fica escondido atrás das paredes da fachada (a platibanda), ou então é simplesmente uma laje impermeabilizada.

Agora que está tudo explicado… Esse post vai para a minha irmã que vai construir a sua primeira casa (que orgulho!) e quer uma casa não muito grande, com fachada mais moderna e sem telhado aparente.

Fiz uma seleção de casas bem bonitas e com muitos detalhes interessantes para ajudá-la a definir melhor o estilo e os acabamentos. Quem sabe não te ajuda também?

Nº1 – Fachada da frente e do fundo. Tudo branco com a porta em madeira na entrada e uma parede em pedra filetada no fundo (deve ser onde está a lareira). Projeto Janini e Sagarra, revista Espaço D.

Nº 2 –  Fachada com elementos estéticos significativos como madeira, vidro e tijolo aparente. O pé-direito duplo deu amplitude e luminosidade. Projeto Sandra Paiva Abrão, livro Anual Design.

Nº 3 – Branca com esquadrias em madeira e parede de pedra. Projeto Roberta Moura e Mariana Mambrini, revista Dcasa 31.

Nº 4 – Composição geométrica equilibrada e diferenças de texturas (pedra, vidro, textura fina e textura grossa) trazem charme para a fachada. Projeto Adriana Mundim e Fernando Galvão, livro Anual Design Goiás.

Nº 5 – Dia e noite. Casa em Ibiza toda branca com destaque para a iluminação bem planejada. Projeto Elisabeth Balboa Perez, revista Casa Viva 141.

Nº 6 – Casa toda branca, com porta em vidro temperado formando um pórtico. Projeto Sônia  Prado, livro Anual Design Goiás.

Nº 7 – O terreno tem um declive de 2 metros e fez a casa de 240m² parecer muito maior do que é. Projeto Laciana Taquary,  Livro Anual Design.

Nº 8 – Fachada com aço corten. Projeto Adriano Marini, livro Anual Design Centro do Brasil.

Nº 9 – Fachada cinza e branca + madeira clara ripada = diferente e linda! Projeto Dick Clark Arquitetura, site Trendir.

Nº 10 – Linhas retas e simplicidade nas formas e nos materiais de acabamento conferem modernidade e elegância. Projeto Doriselma Mariotto e  Márcia Simonsen, livro Anual Design Goiás.

Nº 11 – Desenho bem simples, com aberturas alinhadas e friso (aquele risco na parede) arrematando. Projeto Márcia Carvalhaes, revista Espaço D11.

Nº 12 – No terreno de 11x45m, vários volumes e recortes  foram criados. Projeto Maria  Tereza Barbo, livro Anual Design.

Nº 13 – Essa é mista, no segundo pavimento o telhado é aparente, e no térreo não. Projeto Simone Moura, livro Anual Design.

Nº 14 – Casa moderna com brise em madeira ripada, gostei desse detalhe. Projeto Ney Lima.

* Tentei colocar casas não muito grandes, mas é difícil encontrar fachadas bonitas em terrenos estreitos, ficam todas muito parecidas e sem grandes idéias. Constatei também que a maioria dos arquitetos prefere divulgar as casas que são maiores, onde é possível explorar melhor o projeto, usando diferentes recursos arquitetônicos. Além de “encher os olhos” de quem vê! E aí, qual a sua favorita?

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O que é um LOFT?

por Mariana Lombardi - 29 de abril de 2010

Em Nova York, regiões industriais decadentes, como o Soho, tornaram-se descoladas a partir da reciclagem de suas antigas fábricas e frigoríficos. Essas construções amplas, com pé-direito alto e vãos livres, atraíram, nos anos 60, artistas plásticos, que as utilizavam como morada e lugar de trabalho. Ateliê, quarto, sala, banheiro e cozinha se confundiam em um mesmo salão. Os lofts eram uma opção barata de moradia. Nos anos 70, com a revitalização de seu entorno pela prefeitura de Nova York, viraram moda e encareceram. Em Manhattan, os menores lofts de West Village (que vão de 55 a 78 metros quadrados) custam no mínimo 1 milhão de dólares.

O que um loft de verdade tem:

• Pé-direito de, no mínimo, 3,20 metros

• Ausência de paredes como divisões internas

• Ambientes conjugados preferencialmente em um nível só

• Colunas de sustentação aparentes

• Tijolos e tubulações à vista – elétrica, hidráulica e de ar-condicionado

• Ausência de forro e piso. O chão é de cimento

• Uso de materiais frios, como cerâmica

• Iluminação natural garantida por grandes janelas

No Brasil, a maioria dos projetos lançados se distanciam muito do conceito original. Surgiram muitas adaptações, chamadas muitas vezes de lofts-fake ou apartamentos loft-inspired.  Por exemplo, muitos dúplex encontrados no mercado, embora não sejam nada amplos, são vendidos como lofts só por causa do pé-direito duplo. O que se faz por aqui são ambientes “loftados”, pois não  há galpões de fábrica em áreas em que as pessoas gostariam de morar. Mesmo assim o metro quadrado de um loft é cerca de 20% mais caro do que o de um apartamento convencional de mesma localização.

A tradução do conceito pelo mercado local resultou em construções de pé-direito duplo e grandes janelas em que a área social se confunde com a de serviço. A ala íntima (quarto e banheiro) fica resguardada em um mezanino. Solteiros e jovens casais sem filhos são o principal público desse tipo de empreendimento. Manter a privacidade num ambiente assim, no entanto, pode ser difícil quando ele é dividido com alguém. O loft é mais que um espaço: é um estilo de vida!

 Roberto Migotto

 Via Veijnha online.

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