Projetos

Casa de Praia em Trancoso

por Cris Campos - 01 de maio de 2010

Projetada pelos arquitetos Sidney Quintela e Guido Ramos, apesar do desenho contemporâneo, essa é uma típica casa de praia: estrutura e esquadrias em madeira, poucos fechamentos em alvenaria e bastante vidro. Localizada no condomínio Villa Vista Golf, um complexo com cerca de 80 lotes residenciais, muito comum nessa região do país, e que costuma atrair muitos estrangeiros.  Nesse contexto, um casal austríaco com dois filhos pequenos solicitou aos arquitetos esse refúgio.

A casa foi construída sobre um platô,  localizado em uma área mais elevada e fora do alcance das águas – na encosta do mar, a 30 m de altura. De estilo contemporâneo, marcado por linhas retas e formas geométricas, a casa tem arquitetura e volume simples, resultando em soluções práticas, como a ventilação cruzada interna. Gosto da cor das poucas paredes, que se integra bem com a cor das madeiras. A estrutura da casa é de madeira eucalipto, enquanto a cobertura é de pinus e,as esquadrias são de ipê, segundo os arquitetos, todas as madeiras são certificadas e de reflorestamento. A preocupação ambiental estendeu-se também para outros aspectos desse projeto: a água utilizada vem de um poço artesiano com estação de tratamento; possui um sistema de captação de águas pluviais para a limpeza da casa e manutenção do jardim; janelas e portas de correr de vidro permitem luminosidade e ventilação natural e que tiram partido do clima local.

Com 1 mil m2 de área construída num terreno de 3 mil m2, a casa foi idealizada em três módulos, de acordo com as necessidades da família. O módulo principal é composto por um piso térreo que comporta living, sala de jantar, home theater e cozinha gourmet, e por um mezanino que abriga a ala íntima – suíte master e uma suíte para cada um dos dois filhos. Outro módulo foi idealizado para receber amigos, com duas suítes para hóspedes, e o terceiro foi desenvolvido como um espaço gourmet, integrado à área de lazer. A piscina é um ponto marcante na casa, tanto pela estética quanto pelas dimensões, 120 m2 no total, com raia principal de 25 m de comprimento por 4 m de largura. Além disso, um deck molhado foi projetado com 20 cm sob a água. A profundidade da piscina varia de 90 cm à 1,50 m. O formato em L foi escolhido não só como alternativa para colocar a grande raia solicitada pelos donos, mas como uma opção para acompanhar as linhas retas e geométricas do restante da casa. O deck seco é de ipê.

O piso da casa é em cimento queimado, que também se estende para a varanda, reforçando a integração entre os dois ambientes. Destaque também para o forro do teto, todo em madeira pinus. Ao fundo, o módulo da casa dedicado à área gourmet social, com mesas e bancos de madeira de demolição. No primeiro plano, o ofurô de hidromassagem e um banco em madeira cheio de almofadas, ao invés de um sofá.

Essa foto mostra a integração do ofurô da varanda com a piscina. A água que transborda deste ofurô dá origem à piscina.  O paisagismo do projeto também ficou por conta dos arquitetos, que mantiveram a mata atlântica nativa, valorizando o visual natural da região.

 

Uma passarela de 30 m de comprimento e 3,5 m de largura, com piso de ipê e um pergolado de eucalipto, liga o módulo das suítes dos hóspedes com o restante da casa. Gosto muito da estrutura em eucalipto, já que os pilarem mantêm o formato natural do tronco. É mais rústico e combina muito com esse estilo de casa.

 

No módulo principal da casa, a sala tem pé-direito duplo de 6 m, facilitando iluminação e ventilação naturais e integrando os dois pavimentos.

A varanda no segundo pavimento é um prolongamento do quarto de casal e tem essa vista linda, tanto para a área de lazer quanto para o horizonte de mata atlântica preservada. O piso é em ipê, como um deck e o guarda-corpo ficou bem leve, estruturado em madeira com fechamento em tirantes de aço. No teto, um pergolado de madeira coberto com policarbonato incolor filtra a luz do sol.

Gosto muito dessa cozinha. Integrada à sala de jantar, é uma cozinha gourmet particular e reservada ao uso da família. Possui bancadas e eletrodomésticos em aço inox, o que garantiu a resistência e a praticidade para limpeza.

Fotos: site do arquiteto

Informações: Revista DCasa

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Quarto bebê menina – floral

por assimeugosto - 30 de abril de 2010

Esse quartinho foi projetado pela arquiteta Juliana Santana para o showroom da loja Quarteto, em Brasília. É um quartinho de menina, com cores menos convencionais, bem contemporâneo. Tirando os móveis de bebê, essa composição ficaria bem em vários outros ambientes da casa.

A cômoda, que funciona como apoio do trocador, ficou encaixada entre duas estantes, com partes fechadas e abertas, onde foram disposto cestos de vime decorados com os tecidos do enxoval, para guardar brinquedos. O trocador, também nos tecidinhos do enxoval, tem o tamanho maior que o padrão, para receber dois rolinhos de apoio nas laterais. Um pequeno detalhe, mas que deu charme e funcionalidade. Acima, três prateleiras em formato “U”, em laca branca, que foram decoradas com detalhes nas cores do enxoval.

As cores são mesmo o ponto forte do quartinho, que recebeu pintura bege nas paredes, destacando os móveis em laca branca. A mistura de tecidos é muito rica, um listradinho com verde e bege, um fustão branco com textura e o tecido floral com fundo azul, maravilhoso, responsável por deixar o ambiente delicado e bem feminino. O tapete em fios de nylon deixa o ambiente mais aconchegante e funciona bem para quartinhos de bebê, já que é anti-alérgico, anti-ácaros e para limpar basta um pano úmido.

Na parede oposta ao berço, um espaço bem lúdico: um painel com pintura em esmalte sintético fosco na cor verde serve como lousa para a criança soltar a criatividade, além de prateleirinhas com giz e livrinhos ao alcance das mãos. Acima, porta-trecos de tecido servem para guardar o que quiser.

A parede acima do berço recebeu adesivos em vinil branco com palavras que representam bons pensamentos para o bebê. A poltrona, com desenho moderno, recebeu a estampa floral. Ficou deslumbrante!

As almofadas são muito delicadas, com babados, laços, apliques em tecido, bem menininha!

Cestinhos, vasinhos, flores em tecido, porta-treco, porta-retrato, tudo para decorar nas cores do quartinho, do jeito que a gente a gosta!

Fotos: Cristiano Sérgio

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O que é um LOFT?

por Mariana Lombardi - 29 de abril de 2010

Em Nova York, regiões industriais decadentes, como o Soho, tornaram-se descoladas a partir da reciclagem de suas antigas fábricas e frigoríficos. Essas construções amplas, com pé-direito alto e vãos livres, atraíram, nos anos 60, artistas plásticos, que as utilizavam como morada e lugar de trabalho. Ateliê, quarto, sala, banheiro e cozinha se confundiam em um mesmo salão. Os lofts eram uma opção barata de moradia. Nos anos 70, com a revitalização de seu entorno pela prefeitura de Nova York, viraram moda e encareceram. Em Manhattan, os menores lofts de West Village (que vão de 55 a 78 metros quadrados) custam no mínimo 1 milhão de dólares.

O que um loft de verdade tem:

• Pé-direito de, no mínimo, 3,20 metros

• Ausência de paredes como divisões internas

• Ambientes conjugados preferencialmente em um nível só

• Colunas de sustentação aparentes

• Tijolos e tubulações à vista – elétrica, hidráulica e de ar-condicionado

• Ausência de forro e piso. O chão é de cimento

• Uso de materiais frios, como cerâmica

• Iluminação natural garantida por grandes janelas

No Brasil, a maioria dos projetos lançados se distanciam muito do conceito original. Surgiram muitas adaptações, chamadas muitas vezes de lofts-fake ou apartamentos loft-inspired.  Por exemplo, muitos dúplex encontrados no mercado, embora não sejam nada amplos, são vendidos como lofts só por causa do pé-direito duplo. O que se faz por aqui são ambientes “loftados”, pois não  há galpões de fábrica em áreas em que as pessoas gostariam de morar. Mesmo assim o metro quadrado de um loft é cerca de 20% mais caro do que o de um apartamento convencional de mesma localização.

A tradução do conceito pelo mercado local resultou em construções de pé-direito duplo e grandes janelas em que a área social se confunde com a de serviço. A ala íntima (quarto e banheiro) fica resguardada em um mezanino. Solteiros e jovens casais sem filhos são o principal público desse tipo de empreendimento. Manter a privacidade num ambiente assim, no entanto, pode ser difícil quando ele é dividido com alguém. O loft é mais que um espaço: é um estilo de vida!

 Roberto Migotto

 Via Veijnha online.

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