
Em Nova York, regiões industriais decadentes, como o Soho, tornaram-se descoladas a partir da reciclagem de suas antigas fábricas e frigoríficos. Essas construções amplas, com pé-direito alto e vãos livres, atraíram, nos anos 60, artistas plásticos, que as utilizavam como morada e lugar de trabalho. Ateliê, quarto, sala, banheiro e cozinha se confundiam em um mesmo salão. Os lofts eram uma opção barata de moradia. Nos anos 70, com a revitalização de seu entorno pela prefeitura de Nova York, viraram moda e encareceram. Em Manhattan, os menores lofts de West Village (que vão de 55 a 78 metros quadrados) custam no mínimo 1 milhão de dólares.
O que um loft de verdade tem:
• Pé-direito de, no mínimo, 3,20 metros
• Ausência de paredes como divisões internas
• Ambientes conjugados preferencialmente em um nível só
• Colunas de sustentação aparentes
• Tijolos e tubulações à vista – elétrica, hidráulica e de ar-condicionado
• Ausência de forro e piso. O chão é de cimento
• Uso de materiais frios, como cerâmica
• Iluminação natural garantida por grandes janelas
No Brasil, a maioria dos projetos lançados se distanciam muito do conceito original. Surgiram muitas adaptações, chamadas muitas vezes de lofts-fake ou apartamentos loft-inspired. Por exemplo, muitos dúplex encontrados no mercado, embora não sejam nada amplos, são vendidos como lofts só por causa do pé-direito duplo. O que se faz por aqui são ambientes “loftados”, pois não há galpões de fábrica em áreas em que as pessoas gostariam de morar. Mesmo assim o metro quadrado de um loft é cerca de 20% mais caro do que o de um apartamento convencional de mesma localização.
A tradução do conceito pelo mercado local resultou em construções de pé-direito duplo e grandes janelas em que a área social se confunde com a de serviço. A ala íntima (quarto e banheiro) fica resguardada em um mezanino. Solteiros e jovens casais sem filhos são o principal público desse tipo de empreendimento. Manter a privacidade num ambiente assim, no entanto, pode ser difícil quando ele é dividido com alguém. O loft é mais que um espaço: é um estilo de vida!

Roberto Migotto
Via Veijnha online.
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Piso em madeira ebanizada. Projeto Roberto Migotto, foto do site do arquiteto.
A madeira ebanizada é um ótimo material para ser usada em painéis de home theater, pois como é escura e sem brilho quase não reflete o que está na sala e nem desvia a atenção na hora de assistir tv. Projeto Roberto Migotto, foto do site do arquiteto.
Painel em madeira ebanizada. Projeto Roberto Migotto, foto do site do arquiteto.
Quarto de adolescente com projeto em linhas retas e acabamento em branco e madeira preta ebanizada. Revista Dcasa nº18, projeto Consuelo Jorge.
Essa moderna sala de jantar tem mesa com base ebanizada e tampo de 1,40 m de diâmetro de pau-ferro e cadeiras Louis Ghost. Essa é uma das fotos que mais dá para ver o efeito dos veios que ficam aparentes, marcados. Projeto de Ricardo Caminada, site casa.com.br.
Já nesse home theater, o painel da tv está em madeira ripada e a madeira ebanizada está na mesa atrás do sofá que para garantir praticidade, um vidro preto foi colocado por cima. Revista Dcasa nº22, projeto Gláucia Britto.
Estante em losangos da Dominox cabe em qualquer canto por ser um modelo fininho. Projeto de Andrea Buratto, foto site casa.com.br.




