fachada moderna

Casa Tangram – Brasília

por Cris Campos - 14 de agosto de 2010

Essa casa de 320 m², localizada em um condomínio de Brasília, teve suas proporções inspiradas no Tangram, um quebra-cabeça do século XVIII de origem chinesa, em que formas geométricas possibilitam a formação de diversas figuras. O resultado foi uma volumetria ao mesmo tempo simples e original, o que torna esse projeto tão interessante. Os responsáveis são os arquitetos e nossos queridos amigos Henrique Coutinho, Daniel Mangabeira e Matheus Seco, do escritório DOMO Arquitetos Associados e está concorrendo ao Prêmio “O melhor da Arquitetura”, da revista Arquitetura & Construção, na categoria Residência Urbana de 200 a 500m2.  Que orgulho… eles merecem!

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Seguindo o pedido dos clientes, a casa possui 2 volumes interligados. O primeiro tem dois pavimentos, e abriga 3 quartos, escritório, sala, cozinha e copa integrada, além da área de serviço. O segundo volume é térreo e contém uma estrutura para hóspedes com entrada independente. Entre os dois, uma grande varanda integrada à churrasqueira também pode abrigar a coleção de veículos antigos dos moradores. No fundo do terreno, na parte mais baixa, fica uma garagem com oficina. A fachada principal possui um volume revestido em madeira, que abriga o escritório. O projeto ainda levou em consideração a inclinação do terreno, a orientação solar, a possibilidade de reutilização de água de chuva e a otimização da iluminação e ventilação naturais.

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A porta principal foi executada em vidro translúcido, dando privacidade ao interior da fachada voltada para a rua, mas sem impedir a entrada de luz natural.

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Em cima do segundo pavimento, o volume triangular abriga as caixas d´água e os reservatórios superiores de águas pluviais. Segundo os arquitetos, esta água é armazenada em um reservatório subterrâneo na parte mais baixa do terreno para depois ser bombeada para os reservatórios superiores e utilizada para irrigação de jardins e descarga dos sanitários.

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Cobrindo os volumes térreos, um grande terraço se abre para a vista de uma área de proteção ambiental que fica nas redondezas do condomínio. O piso foi coberto com argila expandida.

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A varanda/garagem é o ponto central da casa e se abre para o quintal. Ao fundo fica a churrasqueira, cujo balcão foi revestido com ladrilhos hidráulicos coloridos.

 

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A fachada voltada para o Noroeste é revestida por cobogós de diversos padrões, que foram comprados de uma demolição e reaproveitados neste projeto. Esse material, por ser vazado, permitiu a ventilação cruzada em toda a extensão do térreo da casa, e fez um contraponto com o desenho moderno das fachadas.  A noite, a iluminação de baixo pra cima valoriza o material e o efeito é lindo!

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A escada possui aberturas zenitais para a entrada de iluminação e ventilação naturais. / A porta de vidro é protegida pela esquadria de madeira, composta por brises que bloqueiam o sol em determinados horários do dia.

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Fachadas de casas sem telhado (1)

por Mariana Lombardi - 17 de junho de 2010

♫ ♪ Era uma casa muito engraçada… não tinha teto, não tinha nada… ♫ ♪

Muita calma nesta hora! Uma fachada sem telhado não significa que a casa é sem teto, toda aberta… O telhado existe, mas não aparece, ele fica escondido atrás das paredes da fachada (a platibanda), ou então é simplesmente uma laje impermeabilizada.

Agora que está tudo explicado… Esse post vai para a minha irmã que vai construir a sua primeira casa (que orgulho!) e quer uma casa não muito grande, com fachada mais moderna e sem telhado aparente.

Fiz uma seleção de casas bem bonitas e com muitos detalhes interessantes para ajudá-la a definir melhor o estilo e os acabamentos. Quem sabe não te ajuda também?

Nº1 – Fachada da frente e do fundo. Tudo branco com a porta em madeira na entrada e uma parede em pedra filetada no fundo (deve ser onde está a lareira). Projeto Janini e Sagarra, revista Espaço D.

Nº 2 –  Fachada com elementos estéticos significativos como madeira, vidro e tijolo aparente. O pé-direito duplo deu amplitude e luminosidade. Projeto Sandra Paiva Abrão, livro Anual Design.

Nº 3 – Branca com esquadrias em madeira e parede de pedra. Projeto Roberta Moura e Mariana Mambrini, revista Dcasa 31.

Nº 4 – Composição geométrica equilibrada e diferenças de texturas (pedra, vidro, textura fina e textura grossa) trazem charme para a fachada. Projeto Adriana Mundim e Fernando Galvão, livro Anual Design Goiás.

Nº 5 – Dia e noite. Casa em Ibiza toda branca com destaque para a iluminação bem planejada. Projeto Elisabeth Balboa Perez, revista Casa Viva 141.

Nº 6 – Casa toda branca, com porta em vidro temperado formando um pórtico. Projeto Sônia  Prado, livro Anual Design Goiás.

Nº 7 – O terreno tem um declive de 2 metros e fez a casa de 240m² parecer muito maior do que é. Projeto Laciana Taquary,  Livro Anual Design.

Nº 8 – Fachada com aço corten. Projeto Adriano Marini, livro Anual Design Centro do Brasil.

Nº 9 – Fachada cinza e branca + madeira clara ripada = diferente e linda! Projeto Dick Clark Arquitetura, site Trendir.

Nº 10 – Linhas retas e simplicidade nas formas e nos materiais de acabamento conferem modernidade e elegância. Projeto Doriselma Mariotto e  Márcia Simonsen, livro Anual Design Goiás.

Nº 11 – Desenho bem simples, com aberturas alinhadas e friso (aquele risco na parede) arrematando. Projeto Márcia Carvalhaes, revista Espaço D11.

Nº 12 – No terreno de 11x45m, vários volumes e recortes  foram criados. Projeto Maria  Tereza Barbo, livro Anual Design.

Nº 13 – Essa é mista, no segundo pavimento o telhado é aparente, e no térreo não. Projeto Simone Moura, livro Anual Design.

Nº 14 – Casa moderna com brise em madeira ripada, gostei desse detalhe. Projeto Ney Lima.

* Tentei colocar casas não muito grandes, mas é difícil encontrar fachadas bonitas em terrenos estreitos, ficam todas muito parecidas e sem grandes idéias. Constatei também que a maioria dos arquitetos prefere divulgar as casas que são maiores, onde é possível explorar melhor o projeto, usando diferentes recursos arquitetônicos. Além de “encher os olhos” de quem vê! E aí, qual a sua favorita?

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