espaços comerciais

Loja Farm Harmonia

por Mariana Lombardi - 03 de maio de 2010

Localizada na Rua Harmonia, na Vila Madalena em São Paulo, o projeto arquitetônico da loja Farm, criado pelo escritório da Triptyque, ganhou o vários prêmios, dentre eles o da Bienal Internacional de Arquitetura e o da revista londrina Icon Magaine.

O grande diferencial da loja é o design moderno, seu conceito de arquitetura verde e sua sustentabilidade. O prédio possui sistema próprio de tratamento e reutilização da água, as madeiras utilizadas são reflorestadas e há plantas por todo o local.

O passeio pela loja começa num deck todo cheio de árvores e plantas. Inclusive uma das árvores foi toda decorada com mais de 500 borboletas! A escada que liga os pisos é feita com tronco de reflorestamento.

Muitas plantas estão presentes no interior da loja, criando a sensação de estar no meio da floresta. Os provadores são na verdade refúgios perfeitos pra você experimentar tudo que gosta. O chão é de grama sintética e as cortinas têm tecidos verdes com estampas de fotos de plantas externas da casa, muito lindos!

Outro grande detalhe da construção são as paredes externas recobertas por uma camada vegetal que, como outras plantas, precisa ser regada com frequência. Assim, antes de abrir e logo depois de fechar a loja, um sistema de tratamento e reutilização da água da chuva é acionado.

A água da chuva cai, é armazenada, tratada e então redistribuí­da pela casa através dos canos aparentes que são utilizados como araras e fazem circular pelas paredes a água da chuva já tratada. A idéia é que a casa seja sempre cheia de vida, respirando harmonia.

Via Adoro, o blog da Farm.

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Restaurante em São Paulo

por Cris Campos - 03 de abril de 2010

Este é o restaurante Dalva e Dito, dos famosos chefs Alex Atala e Alain Poletto, localizado nos Jardins.  O conceito do restaurante é resgatar a culinária colonial brasileira, resgatando o clima das reuniões de famílias em volta da mesa da cozinha para conversar e saborear a comida farta. Este foi o ponto de partida para o projeto , concebido pelo designer de interiores Marcelo Rosenbaum, que passou uma semana na cidade mineira de Ouro Preto pesquisando as construções, a relação entre suas medidas, e observando as características dos espaços públicos da era colonial. O resultado foi essa linda releitura contemporânea do estilo colonial brasileiro.

No primeiro plano o terraço, que  integra-se ao salão principal por meio de grandes aberturas. Aqui aparecem influências da arquitetura moura, trazidas ao Brasil pelos portugueses na era colonial. Entre elas estão o painel de Athos Bulcão (ao fundo), executado com cerâmica branca e azul e os muxarabis nos fechamentos laterais e na cobertura do terraço. Eles deixam vazar uma luz filtrada, contribuindo para a atmosfera leve e agradável do espaço.

A iluminação suave em tom amarelado cria ambientação intimista no salão principal. As mesas foram confeccionadas com sobras de pisos de demolição, assim como o balcão do bar, com tampo de peroba maciça. As cadeiras de palhinha fazem uma referência direta à casa grande das fazendas. O contraponto ao cenário artesanal fica por conta da cozinha high tech, planejada pelo chef Alain Poletto e separada do salão principal por grandes panos de vidro que permitem ver toda a movimentação dos funcionários e todos os equipamentos.

No subsolo, onde forro e paredes foram revestidos por painéis melamínicos no padrão freijó, o destaque fica para os grafites de Derlon Almeida. Aqui foram dispostos o lounge e a grande mesa comunitária sob uma linha de luminárias antigas. Adoro esse recurso, o efeito é lindo.

Na decoração, elementos artesanais formam um rico conjunto de informações que valoriza a cultura popular brasileira. Um painel em laminado de madeira freijó serve de fundo ao itens que pertenciam ao acervo pessoal de Rosenbaum e incluem ex-votos, fragmentos, artefatos indígenas, peças cerâmicas, objetos vindos da cidade pernambucana de Caruaru. O piso em ladrilho hidráulico, formando lindos tapetes, foi outro responsável pela referência colonial.

As dimensões permitiram a divisão fluida e funcional da área em térreo com bar, salão principal e terraço integrado, além de subsolo com lounge e mais um bar – somados, eles oferecem cerca de 250 lugares. A linguagem artesanal caracteriza a construção e os interiores, começando pelas paredes de aspecto rústico, em composição harmoniosa com o piso de ladrilhos hidráulicos. Elas foram executadas por jovens de grupos de risco social, capacitados pelo Instituto Arapoty para trabalhar com o superadobe, técnica de baixo custo surgida na Índia nos anos 1970 e aparecem tambem na fachada. Na outra lateral, uma caixa formada pelos muxarabis delimita o amplo terraço.

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Louis Vuitton Brasília

por Cris Campos - 28 de março de 2010

A abertura do Shopping Iguatemi Brasília promete ser um marco para o mercado de luxo da cidade. Nele está a Louis Vuitton que inaugurou ontem a sexta loja no Brasil, a primeira fora do Eixo Rio-São Paulo.

*Como tudo começou: Em 1885 foi aberta a primeira butique Louis Vuitton fora da França na Oxford Street, em Londres, e logo em seguida a marca ganhou a América abrindo filiais em Nova York e na Filadélfia. Hoje, já conquistou o status de império, com mais de 400 lojas espalhadas em todo o mundo, completando 20 anos de Brasil neste ano.

*Louis Vuitton de Brasília: Assim como todas as outras, teve projeto arquitetônico desenvolvido em Paris em parceira com arquitetos latinos.  Por ser uma loja de shopping, não tem grandes inovações na fachada/vitrine;  o interior  possui 200 m² com os principais produtos da marca distribuídos em prateleiras de madeira clara com iluminação embutida e acabamentos cromados.

*Lojas da Louis Vuitton pelo mundo: A marca tem lojas lindas espalhadas pelo mundo inteiro. O interessante é que elas não possuem um padrão fixo entre si; mas são de acordo com o local, a cultura ou a arquitetura do país onde ficam. As lojas localizadas em cidades tradicionais muitas vezes mantêm a fachada do prédio onde estão instaladas. Outras possuem uma arquitetura bem moderna, com imensas fachadas em vidro e recursos de iluminação.  Mas todas têm em comum a sofisticação inerente à marca, tradicional, mas inovadora! Destaco as lojas de Hong Kong e do Japão, lindíssimas!

*Museu da Louis Vuitton: Em 2012 será inaugurada a “Fundação Louis Vuitton para a criação”, em Paris, com projeto do arquiteto americano Frank O. Gehry (o mesmo do Museu Guggenheim de Bilbao). O prédio idealizado todo em vidro busca a forma de uma nuvem, segundo Gehry. A fundação terá um museu de arte onde além da exposição da coleção permanente contará também com exposições temporárias.

Via Finissimo e Louis Vuitton

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