Fim de semana chegando… Que tal um cantinho pra relaxar, descansar, ler um livro ou jogar conversa fora?
Com pé-direito bem alto, os janelões são o ponto forte desse espaço. As cortinas fininhas deixam a luz passar translúcida e não fecham totalmente a visão de fora. Adoro a idéia do banco de madeira passando por toda a extensão do ambiente. Serve para sentar ou para decorar.Também adoro a parede ao fundo com uma texturinha que lembra cimento queimado (ou terracor). O quadro com paspatour enorme (aquele acabamento branco entre a moldura e a figura) foi deixado apoiado, o que contribui para a decoração ficar mais descontraída. O piso em tábuas de madeira é o responsável por deixar o clima mais aconchegante, assim como o tapete de lã. O colchão no chão é pra se jogar! Simples, despojado e lindo!
Um bom livro ou uma boa companhia e o fim de semana está garantido!
Selecionamos aqui algumas salas de estar para inspirar! O que elas têm em comum e as fazem parecer tão agradáveis? A simetria!
É um conceito muito explorado na decoração, com a finalidade de obter equilíbrio. Consiste, basicamente, na distribuição equilibrada de elementos a partir de um eixo. O resultado são ambientes harmoniosos e aconchegantes, que provocam uma sensação visual muito agradável.
Na prática funciona assim: a partir de um eixo definido, trabalha-se a repetição de móveis ou outros elementos decorativos nos dois lados, sempre buscando o equilíbrio. Sem uma grande diversidade de elementos e informações, o olhar descansa e a sensação é de relaxamento. Mas para que o resultado não seja monótono, outros elementos devem ser considerados, como cores, texturas, tecidos e a composição das formas entre si.
Neste ambiente, o conceito foi levado ao pé da letra. O sofá é o eixo central, já as poltronas, mesas de centro e canto e os pufes são iguais e foram dispostos de forma totalmente simétrica. Ambiente de André Piva para a Mostra Artefacto 2008.
Este é outro ângulo da mesma sala de André Piva. Repare que no lado oposto do sofá o eixo de simetria se manteve, tendo ao centro uma mesa, com estantes e chaise idênticas nas laterais. Tapetes enormes emolduram os ambientes. Aliás, eu adooooro essa chaise de madeira da Artefacto!
A arquiteta Débora Aguiar costuma explorar muito bem a simetria para deixar os ambientes mais aconchegantes. Nesse ambiente da Casa Cor São Paulo 2009, uma parede solta bem ao centro, cercada por esquadrias de vidro, marca o eixo central, direcionando a posição do sofá e do quadro, ao redor dos quais os outros móveis estão dispostos. As mesas de centro reforçam a sensação, mas para quebrar um pouco a repetição, de um lado foram usadas duas poltronas e do outro uma chaise em couro marrom. A disposição dos objetos decorativos nas mesas de centro também servem para dar movimento.
Este é outro ângulo da mesma sala. A simetria aqui está nos painéis de madeira que marcam o espelho central, sendo também o eixo da mesa de jantar. Dois arranjos iguais sobre a mesa reforçam a ideia. Projeto Débora Aguiar.
É claro que quanto mais espaço, mas fácil trabalhar a simetria. Como são peças grandes, dois sofás iguais sempre marcam bastante o conceito, como nessa foto. Eles formam dois ambientes, mas a simetria unifica, e faz com que pareça um só, assim como o enorme tapete que une os dois. No lado oposto, duas chaise com baús ao centro. As mesas de centro também se repetem. Gesso e iluminação acompanham o lay out. Projeto Maithiá Guedes e Cláudio Solferini para a Casa Cor São Paulo 2009.
Nesse ambiente também foram usados dois sofás idênticos, desta vez frente a frente. As chaises ao centro também se repetem. Esse formato de sala favorece muito a conversa, já que a maioria das pessoas pode se sentar frente a frente. Quadros e luminárias fortalecem o conceito. Projeto Zoe Gardini.
Mais um exemplo do uso de sofás idênticos frente a frente. Nas laterais as poltronas são diferentes, mas há simetria nas suas posições. Tendo como eixo central a porta de correr, dois enormes espelhos na laterias destacam as medidas simétricas. A sala de jantar acompanha o mesmo eixo, e dessa forma têm se uma visão completa da mesa, lustre e quadro bem ao centro. Projeto de Roberto Migotto.
Também projetada por Roberto Migotto, o eixo dessa sala é uma parede entre esquadrias idênticas. Isso mostra que muitas vezes o que determina se o ambiente pode ou não ser simétrico é a concepção do espaço ainda na fase de projeto. O arquiteto tomou partido desse eixo que a sala já possuía para dispor os móveis. Sofás iguais, poltronas iguais e ao centro a mesa, aparador, quadro, luminárias e o banco, em primeiro plano na foto. É uma sala bem contemporânea, que mescla o estilo dos móveis. Gosto muito!
Projetada pelos arquitetos Sidney Quintela e Guido Ramos, apesar do desenho contemporâneo, essa é uma típica casa de praia: estrutura e esquadrias em madeira, poucos fechamentos em alvenaria e bastante vidro. Localizada no condomínio Villa Vista Golf, um complexo com cerca de 80 lotes residenciais, muito comum nessa região do país, e que costuma atrair muitos estrangeiros. Nesse contexto, um casal austríaco com dois filhos pequenos solicitou aos arquitetos esse refúgio.
A casa foi construída sobre um platô, localizado em uma área mais elevada e fora do alcance das águas – na encosta do mar, a 30 m de altura. De estilo contemporâneo, marcado por linhas retas e formas geométricas, a casa tem arquitetura e volume simples, resultando em soluções práticas, como a ventilação cruzada interna. Gosto da cor das poucas paredes, que se integra bem com a cor das madeiras. A estrutura da casa é de madeira eucalipto, enquanto a cobertura é de pinus e,as esquadrias são de ipê, segundo os arquitetos, todas as madeiras são certificadas e de reflorestamento. A preocupação ambiental estendeu-se também para outros aspectos desse projeto: a água utilizada vem de um poço artesiano com estação de tratamento; possui um sistema de captação de águas pluviais para a limpeza da casa e manutenção do jardim; janelas e portas de correr de vidro permitem luminosidade e ventilação natural e que tiram partido do clima local.
Com 1 mil m2 de área construída num terreno de 3 mil m2, a casa foi idealizada em três módulos, de acordo com as necessidades da família. O módulo principal é composto por um piso térreo que comporta living, sala de jantar, home theater e cozinha gourmet, e por um mezanino que abriga a ala íntima – suíte master e uma suíte para cada um dos dois filhos. Outro módulo foi idealizado para receber amigos, com duas suítes para hóspedes, e o terceiro foi desenvolvido como um espaço gourmet, integrado à área de lazer. A piscina é um ponto marcante na casa, tanto pela estética quanto pelas dimensões, 120 m2 no total, com raia principal de 25 m de comprimento por 4 m de largura. Além disso, um deck molhado foi projetado com 20 cm sob a água. A profundidade da piscina varia de 90 cm à 1,50 m. O formato em L foi escolhido não só como alternativa para colocar a grande raia solicitada pelos donos, mas como uma opção para acompanhar as linhas retas e geométricas do restante da casa. O deck seco é de ipê.
O piso da casa é em cimento queimado, que também se estende para a varanda, reforçando a integração entre os dois ambientes. Destaque também para o forro do teto, todo em madeira pinus. Ao fundo, o módulo da casa dedicado à área gourmet social, com mesas e bancos de madeira de demolição. No primeiro plano, o ofurô de hidromassagem e um banco em madeira cheio de almofadas, ao invés de um sofá.
Essa foto mostra a integração do ofurô da varanda com a piscina. A água que transborda deste ofurô dá origem à piscina. O paisagismo do projeto também ficou por conta dos arquitetos, que mantiveram a mata atlântica nativa, valorizando o visual natural da região.
Uma passarela de 30 m de comprimento e 3,5 m de largura, com piso de ipê e um pergolado de eucalipto, liga o módulo das suítes dos hóspedes com o restante da casa. Gosto muito da estrutura em eucalipto, já que os pilarem mantêm o formato natural do tronco. É mais rústico e combina muito com esse estilo de casa.
No módulo principal da casa, a sala tem pé-direito duplo de 6 m, facilitando iluminação e ventilação naturais e integrando os dois pavimentos.
A varanda no segundo pavimento é um prolongamento do quarto de casal e tem essa vista linda, tanto para a área de lazer quanto para o horizonte de mata atlântica preservada. O piso é em ipê, como um deck e o guarda-corpo ficou bem leve, estruturado em madeira com fechamento em tirantes de aço. No teto, um pergolado de madeira coberto com policarbonato incolor filtra a luz do sol.
Gosto muito dessa cozinha. Integrada à sala de jantar, é uma cozinha gourmet particular e reservada ao uso da família. Possui bancadas e eletrodomésticos em aço inox, o que garantiu a resistência e a praticidade para limpeza.