Banheiros (1)

por Mariana Lombardi - 11 de junho de 2010

Esse post vai para uma cliente do escritório que está em dúvida com relação aos acabamentos dos banheiros do seu apartamento. Separei algumas fotos com idéias que gosto muito:

1 – Piso e bancadas em mármore bege, com detalhe de madeira no piso.

banheiro-de-marmore-bege

2 – Mármore bege filetado na parede inteira, com iluminação direcionada. Projeto Aline Oleari.

3 – Parede com pedra filetada e pintura bege. Projeto Ana Meirelles.

4 – A madeira sendo usada na parede e na bancada.  Projeto Paula Lino.

5 – Esse é mais moderno. As paredes e a bancada saõ em pedra, com vários detalhes em madeira ripada. Projeto Toninho Noronha e Renato Andrade.

6 – Uma idéia mais conceitual. Mármore bege com madeira, bem rústico. Projeto Eliane Pinheiro

7 – Parede revestida em madeira. Projeto Mara Chap.

8 – Parede em madeira ripada. Projeto Débora Aguiar. / 9 – Prateleiras em madeira. Projeto Adriana Valle e Patrícia Carvalho.

10 – Todo branco com faixa em aço corten fazendo um pórtico na bancada. O mesmo efeito poderia ser conseguido em madeira.

11 – O mármore bege está em tudo: piso, paredes e bancada. Projeto Débora Aguiar.

12 – Tudo em mármore bege com armários brancos. Projeto Fernanda Marques.

13 – Branco com detalhes em inox. Se não me engano, esse é o banheiro da Adriane Galisteu. Olha a cadeira de maquiagem profissional! Projeto Roberto Migotto.

14 – Lindo demais esse efeito das pastilhas brancas, com e sem brilho, formando um desenho. Projeto Márcio Kogan.


15 – O banheiro é todo branco, mas o mosaico floral de pastilha colorida deu um efeito legal! Aqui tem o apartamento completo.

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Casa Cor São Paulo 2010

por Mariana Lombardi - 10 de junho de 2010

Aproveitamos o feriado para conferir de perto a Casa Cor de São Paulo. Considerada a maior da América Latina, a mostra de decoração reuniu esse ano quatro eventos simultâneos: Casa Cor São Paulo, Casa Kids, Casa Hotel e Casa Talento. No total são 105 ambientes criados por arquitetos, decoradores e paisagistas, que exploraram o tema “Sua casa, sua vida, mais sustentável e feliz”.

As tendências que você verá abaixo já podem começar a fazer parte dos seus desejos… são diversos ambientes que revelam o prazer de morar bem!

  Porão, projeto João Armentano. Um dos ambientes mais diferentes do evento, o porão foi imaginado para um ratinho morar, com tudo feito em miniatura: tem quarto, sala de jantar, varanda, escritório,… e foram montados dentro de caixotes de madeira com sobras de tecidos e miniaturas de móveis e objetos de design. Os ambientes ficaram lindos, mas tão lindos, que se fossem de verdade eu queria morar lá!

       Casa do Mirante, projeto Débora Aguiar. O maior ambiente do evento, com 380 m², tem o estilo bem conhecido da arquiteta e como sempre, está lindo!  Muita madeira e tons claros, mas dessa vez percebemos que ela usou um pouco mais de preto e marrom. Os móveis são grandes e modernos, contrastando com o piso rústico em madeira de demolição. Destaque para o uso dos materiais naturais como o couro e o linho. Muitos adornos (mas muitos mesmo!): são quadros, esculturas e enfeites em todos os lugares, tudo bem humanizado. A sala e a cozinha são integradas; o exterior invade os espaços por meio das grandes esquadrias de vidro e madeira e da cobertura de vidro. A mesa feita com tábuas de madeira de demolição (1) foi uma das escolhas por materiais sustentáveis. Lareira a gás (2) com mármore fazendo acabamento.

 Loft Sustentável, projeto Fernanda Marques. Cozinha gourmet integrada com lounges e home theater. Troncos de árvores cortadas pela prefeitura de São Paulo servem como pilares no centro do ambiente. Destaque para a mistura de madeira de demolição e aço inox. O gigante painel (1) de chapas de aço todo recortado chama muita atenção, principalmente pela iluminação planejada com LEDs. Os nichos vazados acomodam objetos como livros, copos, vasos e garrafas. O enorme balcão gourmet (2) com 6 m de comprimento foi fabricado de Corian.

 Loft da Executiva, projeto Denise Barretto. O grande destaque desse espaço são filetes de peroba que revestem tanto o piso como as principais paredes. O efeito ficou lindo e já quero usar esse recurso em algum projeto aqui do escritório! Para manter a privacidade no quarto sem reduzir o ambiente, a profissional preparou uma divisória ripada da mesma madeira. Tons neutros se mesclam ao preto e ao dourado dos objetos e revestimentos. Outro destaque do é o desenho em curva da parede que faz alusão ao mapa de Brasília em homenagem a Lucio Costa.

  Loft do Cineasta Consagrado, projeto Marília Brunetti de Campos Veiga. De qualquer ponto do apartamento o morador enxerga a TV estrategicamente posicionada. O carrinho (1) funciona como mesa de apoio tanto para o sofá como para a poltrona. A luminária (2) cria o canto próprio à leitura. Atrás dela, quadro Ensaio sobre a Cegueira, título do livro de José Saramago que serviu de referência ao filme de Fernando Meirelles, o homenageado do ambiente.

Loft do Designer, projeto Toninho Noronha. Aqui todos os ambientes se integram em um espaço aberto de 70 m², com piso revestido de placas de limestone. Ao centro, em vez de um sofá, quatro módulos estofados com encosto podem trocar de lugar. Em volta dele, móveis de design escandinavo, como a estante modulada de formas simples, limpas e ao mesmo tempo inovadoras; e a poltrona de balanço Stingray Rocking, que foi inspirada numa arraia e venceu importantes prêmios de design.

 Living do Fotógrafo, projeto Maria Antonia Penteado. Mais um ambiente em tons neutros e materiais naturais. No piso usado foi um carpete de sisal e as colunas foram realçadas com tijolos de demolição. Todo o ambiente foi forrado com linho, mesclando as cores areia e preto, e criando uma atmosfera predominantemente masculina. O pendente preto com interior amarelo tem foco dirigido para a bancada revestida de madeira.

Home Office, projeto Rosa May Sampaio. Lugar aconchegante e chique, com paleta de cores neutras que integram visualmente biblioteca, escritório e sala de TV. A estante branca traz luminosidade ao contrastar com os elementos escuros. Nela ficam os livros, a coleção de caixas de madeira de marchetaria e os objetos de antiquário. O sofá de camurça marrom (1) convida a se esparramar sem cerimônia. Sobra conforto na ambientação!

 Biblioteca, projeto Ana Maria Bogar e Ricardo Caminada. O ambiente é organizado, calmo e convidativo para passar horas na companhia dos livros. O rosa, forte tendência no Salão do Móvel de Milão 2010, foi usado na poltrona de sarja (1) e em alguns detalhes, sempre em companhia do marrom e do cinza. No projeto da estante, caixas em laca e pau-ferro podem ser empilhadas de várias maneiras.

 Lounge de Saída, projeto Zoe Gardini. Predominam tonalidades suaves e móveis confortáveis para relaxar enquanto se espera o carro, trazido pelo manobrista na saída da Casa Cor. Uma surpresa é o painel de 8 metros de comprimente feito de pastilhas de vidro que reproduz uma obra de Romero Brito.

Sala Íntima, projeto Clélia Regina Angelo. Madeira de reflorestamento, tecidos 100% algodão e materiais reciclados nos móveis refletem a preocupação atual com a sustentabilidade. O revestimento de lambris de madeira amêndola (1) foi aplicado na parede e no teto ondulado. Lindas as almofadas coloridas (1), como a de patchwork de Corujinha!

* Para quem quiser visitar, a Casa Cor fica no Jockey Club de São Paulo até o dia 13 de julho.

* Dentre os 105 ambientes do evento, esses são somente alguns que nós selecionamos para colocar aqui. Colocamos os que mais gostamos como um todo (e que encontramos fotos!), mas existem muitos detalhes super bacanas em outros espaços e que aos poucos vamos falando aqui no blog.

* Já já colocamos um post só sobre a Casa Kids, ok?!

* As fotos são dos sites: CasaCasa e JardimCasa Cor / Tecto.

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Cortinas

por Cris Campos - 08 de junho de 2010

Além de cumprirem o importante papel de equilibrar ou vedar a iluminação natural para se adequar às funções do ambiente, as cortinas servem para dar privacidade, destacar ou esconder a vista da janela, e até diminuir ruídos externos. Na decoração elas são um importante complemento e deixam os ambientes mais charmosos e sofisticados.

Escolher uma cortina é uma tarefa complexa. Além do tecido, deve ser definido que tipo de costura será usado, se tem ou não a necessidade de usar forro ou blackout, qual a altura da barra, se a cortina será instalada em trilho ou varão e se estes serão simples, duplos ou até triplos… Aff! Mas não se desespere, para cada caso existe uma solução!

Cortina de organza de seda com bordados de algodão instalada com argolas em um varão, sobre forro de xantungue misto com pregas americanas. Projeto de Aline Cremonini.

A cortina pode correr em trilhos, chamados trilhos suíços, ou em varão.

No trilho suíço a cortina corre com mais facilidade, além de permitir uma maior variedade de pregas no tecido, que dão o maior charme. Mas como o aspecto não é dos mais bonitos, o trilho deve ser escondido por um cortineiro, normalmente feito no gesso ainda durante a obra.

Os suportes de varão, por sua vez, devem ficar fixos por cima, permitindo que a cortina corra sem problemas. Mas acabamento com ilhoses ou alças passantes são indicadas para modelos pouco utilizados, pois podem emperrar.

– As cortinas devem combinar com o estilo adotado para o ambiente, considerando as cores, texturas e formatos, assim como a forma de instalação.

– Na hora de escolher o tecido, os fatores físicos são relevantes: quando a incidência do sol é grande ou a vista da janela não agrada, o ideal são tecidos pesados, como sarja, algodão fechado, linha pura e seda rústica, com forro de tergal misto ou blackout.

– Se a casa é escura ou possui uma bela vista, podem ser usados tecidos mais leves e transparentes, como voal, chiffon, organdi, seda leve ou gaze de linho, podendo dispensar o uso de forro.

– O forro serve para proteger o ambiente e o próprio tecido do sol excessivo. Geralmente, é feito separadamente e corre em trilho ou varão independente, dando a opção de abrir ou fechar quando quiser, mas pode ser costurado à cortina.

– Outro fator importante é a questão da praticidade, pois para lavar em casa, os tecidos devem ser leves ou sintéticos, pois os mais pesados pedem lavagem especializada, pois podem encolher.

– Em termos de custo, os tecidos sintéticos são mais baratos, mas os naturais costumam ter o caimento mais bonito.

– Mesmo correndo o risco de sujar mais facilmente, a cortina fica bem mais elegante quando a barra arrasta de 2 a 4cm no chão.

Existem vários tipos de acabamentos para as cortinas, com pregas, argolas, botões, ilhoses… Tudo pra deixar essas peças tào importantes ainda mais charmosas. Vamos mostrar aqui os mais usados:    

Pregas americanas: Modelo clássico, tem detalhes feitos com três preguinhas e pode ser presa em trilho ou varão. Geralmente é usada com forro, o que favorece o caimento.

Cortina no tecido Lexus, da Donatelli, uma trama de poliester branca, que lembra uma gaze de linho, confeccionada com pregas americanas e barra sobrando 4cm sobre o chão, bem chique! O trilho suíço ficou escondido pelo cortineiro de gesso. Projeto de Roberto Migotto.

Pregas fêmea : O volume dos tecidos vai para trás e a cortina fica com um caimento reto.

Esse apartamento de um prédio dos anos 50 possui uma caixa de madeira com persiana metálica, que faz parte da fachada. Para disfarçar a persiana no interior foi instalado um varão fazendo o contorno da caixa. A cortina de algodão listrado, presa em argolas metálicas, tem pregas tipo fêmea.

Pregas macho: O volume do tecido concentra-se na frente, proporcionando caimento reto e elegante. Podem ser usadas em varões ou trilhos ou ainda como xales laterais e é um dos acabamentos mais usados, pois não gasta muito tecido.

Nesse ambiente foi usada uma cortina franzida de voal, bem leve e fácil de lavar, e dois xales de um tecido que mescla linho e voal, costurados com pregas macho adornadas com botões forrados no mesmo tecido. Um detalhe lindo! O conjunto foi instalado num trilho suíço duplo escondido pelo cortineiro de gesso.

Painel : Pode ser usado desde os tecidos mais encorpados até os mais leves, além de lona ou tela. Fica bem em decorações modernas.

A porta da varanda foi coberta por painéis de linho que se transpassam 10cm e deixam transparecer a vista lá fora. Para um ar mais artesanal, o contorno de cada painel recebeu aplicação de canutilhos de madeira. O trilho suíço ficou escondido no gesso. /  Na segunda foto, foram usados painéis em gaze de linho branco e amarelo, que usados intercalados trazem um pouco de cor e graça à sala de jantar. Projeto de Miguel Pinto Guimarães.

Argolas: Sempre atuais, as argolas presas ao varão suspendem o tecido. Podem ser em metal cromado, dourado, ouro velho e madeira natural ou branca, dependendo do estilo do ambiente e da cor do varão.

Essa sala de TV recebe muita luz à tarde. Para escurecer o ambiente, além do blackout, foi escolhido um modelo que combina dois tons de voal: o marrom sobre o dourado. Assim, o conjunto, pendurado por argolas em varão duplo, ajuda a segurar a luminosidade, sem eliminá-la totalmente. Projeto de Antônio Ferreira Jr. e Mário Celso Bernardes. 

Ilhoses: São indicados para cortinas pouco utilizadas e mais decorativas, em tecidos leves. Mas podem emperrar no varão e após muitas lavagens à máquina os ilhoses podem se soltar.

No primeiro ambiente, instalou-se um varão de metal abaixo do teto para os xales de seda, presos por ilhoses. Com 9 m de largura cada um, eles têm a metragem exata para fechar o vão de 3,50 m da janela. Por dentro, uma cortina de voal misto corre num trilho atrás da sanca. Projeto de Adriana Penteado. /Para suavizar o visual dos painéis de bambu, que correm em trilhos suíços, foi fixado um varão metálico do qual pende uma cortina em gaze de linho costurado com ilhoses. Projeto de Marcia Coelho.    

Passantes de tecido: Ficam muito bem usadas como xales, sobre persianas ou rolôs. São superdecorativas, porém as alças não deslizam bem no varão.

Aqui foram misturados seis xales diferentes, de 1,10 x 2,50 m cada um. Os lisos de xantungue de seda foram dispostos nas laterais e os listrados de voal, no centro. A idéia aqui era não usar forro, e apesar das cores fortes, a transparência mantém a leveza dos tecidos. As peças foram instaladas com alças passantes em um varão de bambu.  Projeto de Mario Almeida. 

Tecido inteiriço: Acabamento simples, atual e elegante, porém, tem deslizamento difícil no varão. Sua função é mais decorativa. O ideal é que sejam instalados em trilhos suíços.

A cortina dessa sala é composta por quatro painéis de voal branco, que receberam um bordado em formato de ramo de flor, em pespontos pretos. Um cortineiro de madeira pintada de branco esconde o trilho suíço duplo, que também sustenta o forro de gabardine. / Na sala de jantar, duas folhas em cambraia de linho serviram como tela para o bordado manual feito de viés americano branco e contas plásticas coloridas, com um resultado bem romântico.

 

 

“Para calcular a quantidade de tecido necessária para uma cortina não muito franzida, meça a largura acrescentando entre 20 e 40 cm para cobrir as laterais da janela. No caso de tecidos encorpados, multiplique esse número por dois e para tecidos finos, por três, para a cortina ganhar volume. O resultado é a largura total. Divida o resultado por 50 cm (pois cada altura equivale a 50 cm de largura da cortina já acabada. Exemplo: uma cortina com 3 m de largura equivale a seis alturas) e você terá a quantidade de alturas (no jargão dos cortineiros) a serem emendadas. Depois meça o comprimento, acrescentando 30 a 50 cm para a barra e a cabeça.” Revista Casa Cláudia.

Desenhos: Revista Decora Baby. Fotos: revista Casa Cláudia.

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