Projetos

Casa em Floripa

por Cris Campos - 10 de julho de 2010

Essa casa em Santo Antônio de Lisboa – Florianópolis, é um belo exemplo de arquitetura sustentável. O projeto do arquiteto Paulo Cezar Gobbi foi baseado no reaproveitamento de recursos naturais, como uso de madeira de reflorestamento, coleta de água da chuva, tratamento de esgoto com zona de raízes, aquecimento de água com painéis solares e utilização de vidro nas fachadas favoráveis para a iluminação natural. Isso tudo sem deixar de pensar na estética, resultando nessa casa linda, confortável e sofisticada, que mistura o rústico ao contemporâneo e não agride o meio ambiente.

O local da implantação da casa no terreno foi escolhido a dedo: uma clareira no meio da floresta, evitando o desmatamento da vegetação original presente na maior parte do lote e que é um dos grandes atrativos da residência. A orientação do sol e dos ventos também foi estudada para que a casa fosse bem iluminada e ventilada naturalmente, por meio de grandes paínéis de vidro.

A estrutura da casa é em madeira autoclavada com grandes painéis de vidro nas fachadas propícias. Assim, ambientes internos e externos são perfeitamente integrados, valorizando a vista para a natureza exuberante da região, trazendo-a pra dentro de casa. Para isso, o paisagismo também teve um importante papel, sendo o mais natural possível, com uma variedade de plantas ornamentais dispostas de forma a valorizar a arquitetura e integrá-la ao meio em que a mesma se insere.

Os quartos, voltados para uma fachada com maior insolação, receberam a proteção de varandas cobertas com pergolados de madeira.

As escadas em caracol foram dispostas do lado de fora da casa, tornando-se elementos esculturais no conjunto das fachadas. Uma delas foi cercada por um fechamento em vidro curvo, que protege da chuva ao mesmo tempo em que permite a iluminação natural. Dentro da sala de estar aflora uma rocha existente no terreno, que foi valorizada pelo jardim interno em volta dela.

No hall, que fica no segundo pavimento, foi colocado um piso de vidro, mostrando o jardim do térreo. A porta de entrada é linda, de madeira de demolição decorada com grades trabalhadas.

Pensando em promover o convívio familiar, as área comuns são amplas e integradas. Assim, sala de estar, jantar e TV, além da cozinha e churrasqueira, ocupam o mesmo ambiente, de pé-direito duplo, que ainda se integra com a varanda e piscina, voltadas para a linda vista do norte da ilha.Todos os materiais foram criteriosamente pensados de forma  a agredir o mínimo possível o meio ambiente. Além da madeira autoclavada da estrutura, a madeira de demolição foi amplamente usada em bancadas e painéis. O forro é em pinus autoclavado e o piso em cimento queimado em algumas áreas e ladrilhos hidráulicos na área de estar.

Fotos: site do arquiteto.

Para ser usada nas construções, a madeira deve ser protegida contra o apodrecimento, cupim e outros agentes biológicos de deterioração, ampliando assim seu tempo de vida útil. O tratamento consiste na troca da seiva (madeira verde) por soluções de elementos preservantes. A autoclavagem é um moderno processo industrial de tratamento de madeira, que incorpora tecnologia desenvolvida nos campos da mecânica e da química. Antes de ser submetida ao tratamento por autoclavagem, a madeira passa por um período de secagem natural de aproximadamente 3 meses, até apresentar um grau de umidade compatível. A madeira é introduzida em um cilindro que suporta pressão – a autoclave – onde recebe a injeção de produtos químicos à pressões superiores à atmosférica.

Fonte: wikipédia .

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Casa da Lady Gaga

por Mariana Lombardi - 09 de julho de 2010

Vi no Petiscos a casa da Lady Gaga que, ao contrário do que todo mundo imaginaria, é bem clássica! A fachada é toda bege, com jardim tradicional e piscina. Já os interiores são todos clarinhos, em tons de bege e branco. O exagero fica só por conta dos seus figurinos!

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Casa em Londrina

por Cris Campos - 04 de julho de 2010

Uma casa com ambientes amplos e confortáveis para receber a família, de fácil circulação e fácil manutenção foi o pedido dos donos dessa casa para o projeto do arquiteto Guilherme Torres. Casados a 50 anos, eles saíram de um apartamento para construir essa casa linda de 407m², localizada num terreno de 1050m², em Londrina-PR. A casa, de arquitetura moderna, é formada por 2 blocos que se cruzam formando um “T”, com os ambientes integrados a um amplo pátio, que abriga a piscina e recebe o sol da manhã.

A fachada principal da casa é bem minimalista e não possui janelas voltadas para a rua para garantir privacidade. Os 2 volumes que compõem a arquitetura da casa ficaram bem destacados com o acabamento em materiais diferentes, um com pintura marrom, o outro, revestido em placas cimentícias. A madeira cumaru, no portão da garagem, faz um contraponto.

O marrom da fachada (Suvinil  R167) foi inspirado, segundo o arquiteto, num bolo de chocolate servido pela moradora. A textura por baixo foi feita na obra, onde o emboço das paredes foi chapiscado com cimento, e alisado levemente com desempenadeira. A cor envolve todo o volume e entra pela sala de jantar, que recebeu uma decoração linda, bem moderna, com o predomínio dos móveis e adornos brancos, que criam um contraste super interessante com a parede. O quadro branco, parece que foi feito especialmente para essa parede!O piso foi revestido com as mesmas placas cimentícias que revestem a fachada. A pouca variedade de materiais reforça a integração é uma característica típica das casas modernas, que pedem espaços com pouca informação visual.

A porta principal tem 4,50 x 2 m, e foi executada em estrutura metálica e vidro temperado serigrafado preto. Os ambientes recebem luz natural, que foi bem estudada pelo arquiteto. A sala de estar, e o corredor de circulação aos quartos, cuja fachada recebe muito sol, não receberam janelas, mas um domo disfarçado por uma moldura de gesso acartonado, que deixa a luz do sol passar, mas sem excesso.Um jardim interno, cercado por painéis de vidro, traz claridade para o banheiro. Nele, a bancada fica integrada ao quarto, enquanto a área de banho fica preservada. Outro jardim  fica na entrada da cozinha e permite que ela seja vista da sala de estar. Com visual minimalista, ele é composto apenas do bambu e do piso em pedriscos.

A sala de estar é o ambiente mais aconchegante da casa, com um sofá enooooooorme. Possui o piso e um das paredes revestidos em réguas de cumaru de 10cm de largura. A outra parede é revestida com as mesmas placas cimentícias usadas na fachada. Essa continuidade reforça a amplitude e a unidade dos espaços.

A integração entre a sala e o pátio externo é feita por meio de nove portas de alumínio, com 4,50 x 1 m cada uma. Os quartos, que também são voltados para o pátio, são fechados com amplas portas de cumaru, ao invés de paredes. A piscina é em formato de raia, com 16m de comprimento, e foi revestida com pastilhas de vidro preto, ficando mais disfarçada em meio a arquitetura da casa, com aspecto de espelho d’água. Apesar disso, ela é muito usada pelos netos e pela dona da casa, que nada nela diariamente. Ao fundo, parte do muro recebeu pintura preta, com a intenção de disfarçar a construção vizinha.

A churrasqueira, embutida na parede e executada internamente com chapas de aço inox, foi instalada dentro da sala de jantar, já que a idéia era integrar bem os ambientes. Ali ficam também o bar e uma bancada de silestone com pia, cooktop, adega e minigeladeira. A cozinha, não muito grande, é bem funcional. Uma ilha central de silestone recebe a pia e o fogão cooktop e na parede lateral  ficam os volumes grandes, como a geladeira e a torre do forno. As duas portas de correr, uma que abre para a sala e outra para a despensa, são em madeira cumaru.

A planta da casa é bem funcional, com espaços amplos e disposto de acordo com o sol, resultado em conforto térmico e luminoso nos ambientes, que são integrados e práticos.

Fotos: site Casa

* Aqui tem o perfil do arquiteto Guilherme Torres.

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