Malhas de ferro são produzidas com aço nervurado soldado em todos os pontos do cruzamento, garantindo maior segurança para lajes e pisos. Fugindo do uso convencional, as paredes desta sala receberam 3 camadas de malhas de ferro formando um lindo e diferente painel. As malhas já vêm prontas, o serralheiro faz a sobreposição e forma o desenho, depois elas são soldadas e recebem uma solução para dar esse aspecto enferrujado.
Mais de perto é possível ver como o painel é montado e a iluminação destaca ainda mais o efeito em profundidade. Esse recurso exige mão de obra especializada, mas garante um painel exclusivo e moderno, perfeito para ambientes comerciais!
Projeto MAAI Arquitetos para a Mostra Artefacto Brasília.
Esse apartamento de 400m², localizado em Perdizes, São Paulo – SP, tem decoração contemporânea, com linhas retas e móveis neutros.
A sala é comprida e dividida em vários ambientes. Pelo desenho acima dá para ter uma noção da divisão dos ambientes: sala de jantar na esquerda (com bar ao fundo) + home theater no centro + sala de estar na direita (com sala de jogos ao fundo).
Para ampliar a sensação visual e amenizar o comprimento da sala, a parede da lateral foi toda revestida de espelho do piso ao teto. Ao fundo, o home theater (que tem projeção no vidro) e a sala de jantar.
A sala de estar tem móveis com tecidos de cores claras + cortina de linho no mesmo tom + detalhes em tons mais escuros, como as mesas de centro e lateral. Ao fundo, dá para ver no reflexo do espelho, a parede da sala de jogos.
A sala de jogos tem parede revestida com painéis de couro marrom + aparador de madeira clara. Adorei os enfeites: 2 abajures grandes nas laterais + belos quadros apoiados no centro + bandeja para bebidas. A cortina é de linho igual à da sala de estar.
Mais de pertinho dá para ver que a mesa de centro é de couro croco marrom – bem bonita! Outro detalhe interessante são os abajures: como os ambientes (estar e jogos) ficam próximos, eles têm o mesmo desenho, mas na sala de estar é um abajur de piso e na de jogos ficam apoiados no aparador.
O tapete grande demarca o Estar e o Home Theater. Rasgos no teto de gesso garantem iluminação indireta e confortável.
O sofá do home é formado por duas grandes chaises de couro marrom + banquetas redondas servem como mesa de centro e podem ser deslocadas facilmente.
Próxima ao Home, a sala de jantar tem parede com revestimento texturizado (acho que é papel de parede mica) + mesa redonda de madeira ebanizada + cadeiras Sérgio Rodrigues revestidas com tecido laranja. O quadro é uma foto de Mário Cravo Neto.
A iluminação ganha destaque com balizadores fixados no painel de madeira ao lado da mesa de jantar. Ao fundo, o bar tem parede e armários de madeira clara.
A cozinha/copa tem piso e armários em tom cinza claro + paredes revestidas de fórmica preta + geladeira preta! Quando a mesa tem a mesma altura da bancada dos armários da cozinha, que é 90cm, tem que se usar cadeiras mais altas que o padrão (ou banquetas), como essas da foto.
Lavabo simples e conoto, com bancada de madeira + espelho na parede + arandela. / Cantinho de descanso com estante e tablado de madeira + futon com almofadas estampadas + iluminação marcada.
O quarto de casal é grande e lindo! A parede da cama é revestida de pastilha de tartaruga + painel de gesso com pintura branca e iluminação embutida.
Na frente da cama um cantinho com poltrona de design (da Artefacto) e parede com espelho.
Olha o detalhe da parede atrás da cama, lindo demais! Também adorei o tecido da cortina, que lembra uma rede de pescar.
Os tacos de madeira foram o principal revestimento de piso nas décadas de 50 e 60. Hoje em dia, eles não só continuam em alta, como receberam imitações em diversos materiais. As razões desse sucesso são várias: além de lindos, são nobres, confortáveis, versáteis e resistentes.
Quem mora em Brasília pode até não concordar comigo, já que aqui temos um longo período de seca e a madeira empena, contrai, perde a forma e os tacos acabam se soltando… Ainda assim, como os tacos são o piso original da época da construção da cidade, sempre acho que vale a pena avaliar a opção de recuperá-los. Afinal, é um material nobre e o custo da renovação é bem mais baixo que o de colocar um piso de madeira novo. Vou falar sobre isso daqui a pouco, mas sim, eles são recuperáveis, podem ser lixados até 3 vezes e essa é uma das grandes vantagens em relação aos materiais que imitam sua estética.
Os tacos são feitos em madeira maciça e instalados um a um com cola de poliuretano sobre o contrapiso. As opções de madeira são várias, cada uma com suas características físicas e estéticas.
A medida mais comum é 7 x 21cm, mas o mercado oferece inúmeras opções: 10 x 21cm, 7 x 42cm, 19 x 50cm, 19 x 70cm… todas com 2cm de espessura.
Outro diferencial são as possibilidades de paginação que esse material oferece, resultando em desenhos gráficos super interessantes.
RECUPERAÇÃO
A madeira é um material macio e sofre com os esforços de uso, podendo lascar, arranhar, trincar, soltar e perder o brilho. Mas, como eu disse, uma das maiores vantagens dos tacos de madeira é o fato de serem recuperáveis. Além de renovados eles podem ser tingidos ou clareados.
O serviço de recuperação consiste em: colar os tacos que porventura estejam soltos; lixar a madeira até nivelar; passar uma massa acrílica para preencher os rejuntes; aplicar o acabamento, que pode ser uma resina à base d’água ou um verniz fosco, semi-fosco ou brilhante.
A resina á base d’água tem uma grande vantagem: depois de aplicada pela primeira vez não é necessário lixar novamente, e a reaplicação só é necessária a cada 10 anos. Entre as opções de verniz, o acabamento fosco é o mais durável e atual.
Nem sempre a recuperação de um piso antigo é possível porque cada raspagem consome de 2 a 3 mm e o taco original, de madeira maciça) tem 2cm de espessura. Em geral ele aguenta até 3 processos de raspagem. Vale lembrar que os pisos que reproduzem a estética da madeira (como os estruturados e laminados) não suportam raspagens.
MANUTENÇÃO
Um piso de madeira bem conservado adia a necessidade de recuperação. Para isso, alguns cuidados devem ser tomados:
– A limpeza deve ser feita com vassoura de pelo e pano levemente úmido;
– Os uso esporádico de produtos especiais para madeira ajudam a manter o brilho original;
– Os tacos não devem receber vernizes e ceras de nenhum tipo sobre o acabamento escolhido, com o tempo elas formam uma camada espessa e mancham;
– O contato com a água pode danificar a madeira, melhor evitar e secar imediatamente;
– Também é bom evitar o uso de saltos finos sobre os pisos de taco, eles marcam as madeiras mais macias;
– Usar um acabamento de feltro sob os pés dos móveis evita os riscos e arranhões;
– O contato frequente com os raios solares deformam e alteram a cor da madeira e devem ser bloqueados ou filtrados nos horários de sol mais forte.
COMO E ONDE USAR
Os tacos de madeira podem ficam bem em qualquer estilo de ambiente, dos mais clássicos aos mais modernos, confira nas fotos!
Adoro essa paginação tipo espinha de peixe, ainda mais com tacos grandes. A madeira aqui aqui aqueceu esse ambiente que tem características mais modernas, como as vigas de concreto aparente. Projeto Paula Magnani.
Adorei esse salão de restaurante! A paginação do piso é tipo dama, mas com tabeiras formando quadrados maiores. Bem bonito! Projeto Fred Adejar.
Parede de pedra + piso de madeira formam uma linda combinação. Essa é a paginação mais comum aqui em Brasília, escama de peixe. Projeto Pedro Lázaro.
Que lindo esse piso com tacos grandes e paginação tipo dama… a cor da madeira também é linda, acho que é peroba. Via Casa Vogue.
Sala com madeira na parede + madeira no piso, mais uma vez aparecem tacos grandes com paginação tipo espinha de peixe. Amei! Roberto Negrete.
Interessante essa sala onde a separação de ambientes está marcada apenas no piso. Projeto Apoena Amaral.
Concreto aparente + piso de madeira, combinação super atual e com pegada industrial. Projeto Marina Acayaba e Juan Pablo Rosenberg.
De novo a combinação de concreto aparente + piso de madeira. A madeira aqui conferiu aconchego ao ambiente moderno e masculino. Projeto Diogo Oliva.
Fontes: Arquitetura e Construção, Indusparquet, ParquetSP.