tijolinho

Sala pequena

por Cris Campos - 24 de novembro de 2010

Achei linda a sala dessa casinha, compacta e bem dividida. Tons claros e luminosidade natural, além de alguns truques, fazem o espaço pequeno render.

 A sala possui um sofá em L bem confortável. A peça única e grande faz o ambiente parecer maior. No centro, a TV fixada na parede pode girar para os dois lados.

Os ambientes são bem iluminados pelas aberturas para o jardim. E olha quem quer entrar! A mesa fica encostada em um armário baixo, que também serve da aparador. A mesa com essa disposição, um lado encostado, ocupa menos espaço.

A cozinha integrada foi o que eu mais gostei! Ela é compacta e funcional, com uma bancada em silestone branco no centro e muitos armários, embaixo, em cima e nas laterais. Mesmo com tantos armários, o visual é muito leve e uniforme,  já que eles são todos em laca branca e os puxadores são embutidos, assim, o efeito é de um painel com um nicho no meio. Adorei!

Via Decoratrix

+ ambientes pequenos

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Tijolo aparente

por Mariana Lombardi - 20 de outubro de 2010

Há um tempão pesquiso para este post, mas o assunto é tão extenso e tão cheio de detalhes que nunca concluía. No fim de semana aproveitei para ler a Arquitetura e Construção deste mês e logo na capa quem aparece? O Tijolinho! A reportagem está bem bacana, me inspirei e finalmente terminei!

O tijolo maciço de barro acompanha a história da arquitetura na construção no mundo e já foi o grande protagonista das construções no Brasil. Os primeiros exemplares datam de 7500 a.C, eram feitos de modo artesanal e secos ao sol. Depois da Revolução Industrial, passaram a ser produzidos em larga escala e usados em diversos lugares. Mesmo assim, perdeu muito espaço para os blocos de tijolo convencionais (esses que sempre vemos nas obras) que agilizam a construção e acabam saindo mais baratos.

Atualmente, os bons e velhos tijolos de barro ainda são muito utilizados de forma aparente (ou à vista, como também é conheido) e atraem por seu charme, beleza e textura únicos. Combinam em obras rústicas ou contemporâneas. Os tamanhos e tipos se multiplicaram e novas cores já são oferecidas.

Dentre as suas principais vantagens estão a resistência e durabilidade; o conforto térmico e acústico; a versatilidade dos blocos que podem ser usados como estrutura e acabamento; a atemporalidade, pois nunca saem de moda. Como desvantagem: sujam facilmente em áreas externas; os tamanhos e as cores mudam bastante, então deve-se calcular a quantidade necessária e comprar de um só fornecedor.

Construções Antigas: Seu imóvel é antigo e ao remover o reboco das paredes, descobre-se que os tijolos são maciços, bonitos e bem conservados. Neste caso, alguns tipos de acabamentos podem ser considerados: o aspecto original de demolição, eles podem ser patinados ou pintados .

* Antes de destruir todo o seu reboco, verifique se os tijolos são realmentes maciços! Tijolos furados convencionais, blocos de cerâmica e blocos de concreto não ficam legais aparentes.

Construções Novas: Aoconstruir ou reformar, pode-se escolher qual o tipo de tijolo aparente o seu imóvel terá. Uma casa estruturada em tijolo aparente é diferente de uma parede revestida de tijolo aparente. No caso de uma construção, você deverá decidir qual será o tipo de estrutura, a cor dos tijolos, o tipo de junta e, finalmente, o tipo de acabamento.

Estrutura metálica ou de concreto – O tijolo aparente pode obedecer o mesmo processo de construção dos tijolos comuns e a estrutura pode ou não ser disfarçada, recoberta de tijolinho ou simplesmente pintada. Os tijolos podem ser usados somente como vedação, preenchendo os vãos formados pela estrutura de pilares e vigas e criando painéis sem interferência de outros elementos.

Estrutura de madeira – Outro acabamento que pode enriquecer a casa é investir na madeira com o tijolinho. Nesse caso, a madeira deve receber um tratamento para proteger da umidade.

Paredes amarradas em tijolosAs próprias paredes de tijolos sustentam a cobertura, dispensando ferros e concreto. Uma parede completa de tijolos aparentes sem emendas tem outro aspecto! E você poderá usufruir do tijolo dentro e fora da casa. O único problema é que para esse tipo de construção a obra sai bem mais cara!

“Seja para compor paredes, seja apenas para revesti-las, a intenção é deixá-los à mostra!” Escolha com atenção o tijolo mais adequado ao seu projeto, levando em consideração a qualidade das peças, seu formato, cor e o custo. Blocos ruins costumam ser mais baratos, mas dão prejuízo pois a perda é grande.

As cores mais comuns são em tonalidades de vermelho e laranja, mas existem peças mais claras (meio rosadas),  tabaco, café, preto…

Os modelos e tamanhos podem variar bastante, os mais comuns são os retangulares de 25 x 10 x 5 cm e custam a partir de R$ 250 o millheiro. Peças maiores e com tratamentos diferenciados, como o envelhecido de demolição, custam mais caro, a partir de R$1300 o milheiro. (fonte: revista Arquitetura e Construção Outubro 2010).

Na hora da compra, verifique: peças com a marca do fabricante estampada garantem a responsabilidade sobre o produto; ao bater um tijolo no outro, a emissão de um som metálico demonstra resistência; cheque se ele não quebra ou se esfarela com facilidade; se o interior da peça estiver cinza, a queima não foi bem feita.

Após definir o tipo de estrutura, a cor e o tamanho do tijolo, está na hora de definir como o material será aplicado na sua parede. O assentamento deve ser feito com areia peneirada para que as pedrinhas não interfiram no acabamento. cuide para que o excesso de massa do rejunte seja removido evitando que endureçam sobre as peças. As juntas podem ser de três tipos:

Cheia – a massa é nivelada na superfície do tijolo.

Frisada – retira-se a massa entre os tijolos, criando uma pequena profundidade entre as peças.

Junta seca – os tijolos apóiam-se diretamente uns sobre os outros. Esta é a que acho o mais moderna e bonita!

Demolição – Um dos acabamentos mais apreciados e utilizados. No caso das construções originais, após retirar o reboco, é só raspar a sua cobertura e deixá-los à vista. Sendo assim você já tem as paredes com tijolos envelhecidos, ou seja, com efeito de demolição. No caso das obras, após assentá-los, deve-se remover o excesso de massa e com uma esponja úmida espalhar o resto do cimento, dando o efeito de envelhecido.

Patinado – O efeito de pátina pode ser conseguido de diversas maneiras, como por exemplo com caiação: 1 lata de cal, 2 de areia peneirada e 1/2 de cimento e água. A mistura pastosa é aplicada nas juntas e depois, mais diluída, é passada sobre os tijolos com broxa, como uma tinta. Depois, é só lixar e impermeabilizar com uma camada de silicone – efeito que realça sutilmente a textura dos tijolos, deixando o acabamento homogêneo. Outra maneira de conseguir o efeito patinado: Aplicar uma demão de tinta latex dissolvida em água, na proporção 1:1.; depois lixar e impermeabilizar igual na caiação. / Cobrir os tijolos com uma demão de uma camada fina de massa corrida. Espere secar por um dia e com uma lixa grossa remova o excesso do produto para dar o aspecto envelhecido aos tijolos.

Pintado – Para quem gosta da textura mas não da cor dos tijolos, um efeito interessante e muito usado é apenas pintar com a cor que mais gostar.

Original – O tijolo aparente é por si só um belo revestimento e já nos fornece um visual trabalhado. Pode-se deixá-lo original, na cor do fabricante, e apenas impermeabilizá-los com resina de silicone.

Mesclado -Tijolos em diversos tons conferem um efeito salpicado às paredes. Eles podem ser mesclados, alguns mais avermelhados e outros em tons mais claros.

Rústico – Tijolos assentados com saibro numa mistura de argila e areia grossa, ficam com um acabamento mais grosseiro.

* Imitação –  Existem disponíveis no mercado opções que imitam o efeito do tijolo aparente. O que sempre falo e volto a repetir: imitação só se for muito bem feita e, de preferência, algum lançamento ou material bem atual. Aquelas cerâmicas antigonas que imitam tijolinho, nãããão!!!

Finalização – É necessário impermeabilizar os tijolos para retardar o desgaste do material, protegendo-o das interpéries e evitando a formação do limo. Uma sugestão é aplicar verniz acrílico, resina ou silicone no acabamento final. Entre os materiais mais utilizados estão o silicone líquido (ex. Acquela), que penetra no tijolo sem alterar sua aparência. Como o material não forma um filme selador, permite que o material respire. Sua aplicação deve ser feita com trincha e dura até dois anos. Outra alternativa são as resinas acrílicas à base de solvente, aplicadas com rolo de lã de pêlos curtos. Elas oferecem maior durabilidade, mas escurecem a superfície. Conforme a resina, pode-se obter um efeito brilhante, semi-brilhante ou acetinado.  Antes da aplicação impermeabilizante é necessário que os tijolos estejam limpos.

Limpeza – Em áreas externas as paredes precisam de manutenção constante para evitar o limo. As superfícies  podem ser lavadas por hidro-jateamento ou limpas com uma solução de 30% de cloro e 70% de água, passados com uma vassoura de piaçava.  Se as manchas persistirem você pode utilizar uma lixa de madeira número 36 e fazer os reparos usando talhadeira ou formão, sem trincar os rejuntes, trocando-as por outras do mesmo tamanho e tonalidade.

Sustentabilidade – O tijolo de solo-cimento, composto de terra, cimento (de 5 a 12%) e água, é mais ecológico pois sua produção, através de prensagem hidráulica, ocorre sem a queima de madeira e o consumo de energia (presentes na fabricação dos tijolos cerâmicos convencionais).

1- Loft com tijolos originais na parede, tudo o ver com o estilo do lugar, amei! Foto: desiretoinspire.

2- Esse ambiente é da Casa Cor de 2007 e estava tão bonito que até hoje eu lembro como uma referência de sala com parede em tijolo aparente. Projeto: Fernando Piva.

3- Esse restaurante tem várias paredes revestidas de tijolo aparente e muitos detalhes de madeira, ficou lindo! Projeto Otávio de Sanctis, site Arcoweb.

4- Parede com tijolos mesclados, destaque total do ambiente! Foto: desiretoinspire.

5- Apenas uma parte da parede tem o tijolo aparente, dá a impressao de que foi descascado e até a tubulação ficou aparente. Assim eu gostei!!! Garagem da Casa Cor Rio de Janeiro, projeto Fernanda Medeiros, Janaina Bento e Simone Hirle.

6 e 7- Tijolos com efeitos patinados. CasaVogue  292, projeto Michel Perache e Eric Miele. / Revista Casa e Jardim.

8- Quarto com parede em tijolo aparente com junta seca. A parede contrasta com os móveis modernos em laca preta. Foto: revista Kaza 66.

9 e 10- Tijolos pintados. Na sala de estar a parede preta ficou moderna. Foto: desiretoinspire / No escritório do arquiteto Marcelo Rosembaum, a parede original de tijolinho recebeu pintura branca e muitos enfeites.

11- Banheiro todo branco com paredes em tijolos aparentes de acabamento rústico. Foto: site Casa.

12 e 13- Ambientes em estilo provençal tem tudo a ver com o tijolo pintado de branco, ainda mais com esse efeito bem rústico… Fotos: revista Dcasa 18 e Kaza 42.

Fonte da perquisa: site Casa, revista Arquitetura & Construção (várias), site Arcoweb, site IG.

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+ materiais e revestimentos

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Fachadas de casas sem telhado (1)

por Mariana Lombardi - 17 de junho de 2010

♫ ♪ Era uma casa muito engraçada… não tinha teto, não tinha nada… ♫ ♪

Muita calma nesta hora! Uma fachada sem telhado não significa que a casa é sem teto, toda aberta… O telhado existe, mas não aparece, ele fica escondido atrás das paredes da fachada (a platibanda), ou então é simplesmente uma laje impermeabilizada.

Agora que está tudo explicado… Esse post vai para a minha irmã que vai construir a sua primeira casa (que orgulho!) e quer uma casa não muito grande, com fachada mais moderna e sem telhado aparente.

Fiz uma seleção de casas bem bonitas e com muitos detalhes interessantes para ajudá-la a definir melhor o estilo e os acabamentos. Quem sabe não te ajuda também?

Nº1 – Fachada da frente e do fundo. Tudo branco com a porta em madeira na entrada e uma parede em pedra filetada no fundo (deve ser onde está a lareira). Projeto Janini e Sagarra, revista Espaço D.

Nº 2 –  Fachada com elementos estéticos significativos como madeira, vidro e tijolo aparente. O pé-direito duplo deu amplitude e luminosidade. Projeto Sandra Paiva Abrão, livro Anual Design.

Nº 3 – Branca com esquadrias em madeira e parede de pedra. Projeto Roberta Moura e Mariana Mambrini, revista Dcasa 31.

Nº 4 – Composição geométrica equilibrada e diferenças de texturas (pedra, vidro, textura fina e textura grossa) trazem charme para a fachada. Projeto Adriana Mundim e Fernando Galvão, livro Anual Design Goiás.

Nº 5 – Dia e noite. Casa em Ibiza toda branca com destaque para a iluminação bem planejada. Projeto Elisabeth Balboa Perez, revista Casa Viva 141.

Nº 6 – Casa toda branca, com porta em vidro temperado formando um pórtico. Projeto Sônia  Prado, livro Anual Design Goiás.

Nº 7 – O terreno tem um declive de 2 metros e fez a casa de 240m² parecer muito maior do que é. Projeto Laciana Taquary,  Livro Anual Design.

Nº 8 – Fachada com aço corten. Projeto Adriano Marini, livro Anual Design Centro do Brasil.

Nº 9 – Fachada cinza e branca + madeira clara ripada = diferente e linda! Projeto Dick Clark Arquitetura, site Trendir.

Nº 10 – Linhas retas e simplicidade nas formas e nos materiais de acabamento conferem modernidade e elegância. Projeto Doriselma Mariotto e  Márcia Simonsen, livro Anual Design Goiás.

Nº 11 – Desenho bem simples, com aberturas alinhadas e friso (aquele risco na parede) arrematando. Projeto Márcia Carvalhaes, revista Espaço D11.

Nº 12 – No terreno de 11x45m, vários volumes e recortes  foram criados. Projeto Maria  Tereza Barbo, livro Anual Design.

Nº 13 – Essa é mista, no segundo pavimento o telhado é aparente, e no térreo não. Projeto Simone Moura, livro Anual Design.

Nº 14 – Casa moderna com brise em madeira ripada, gostei desse detalhe. Projeto Ney Lima.

* Tentei colocar casas não muito grandes, mas é difícil encontrar fachadas bonitas em terrenos estreitos, ficam todas muito parecidas e sem grandes idéias. Constatei também que a maioria dos arquitetos prefere divulgar as casas que são maiores, onde é possível explorar melhor o projeto, usando diferentes recursos arquitetônicos. Além de “encher os olhos” de quem vê! E aí, qual a sua favorita?

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