pé-direito

Estantes altas

por assimeugosto - 20 de maio de 2010

Ambientes com pé-direito alto são raridade e devem ser valorizados. Aqui, duas idéias de estantes que exploram a altitude de uma forma bem legal. Além de acomodarem e até valorizarem livros e objetos, são parte importante da decoração e conferem ao espaço um ar intimista e pessoal.

Nessa foto, estantes iguais dão continuidade aos dois pavimentos, separados apenas por uma passarela que dá acesso à estante de cima. Com desenho simples e em laca branca, os objetos ali dispostos ganharam destaque na sala.

Esse ambiente provavelmente funciona como um home-office. A estante em madeira abriga livros de consulta e coleções, além dos aparelhos de som e outros objetos, e é responsável por deixar o ambiente mais acolhedor. A escadinha de metal, que facilita o acesso às prateleiras mais altas, dá o maior charme.

*E por falar nisso… você sabe o que é pé-direito?

Essa expressão é muito utilizada em arquitetura e indica a distância do piso ao teto, medida em pé e em ângulo reto. Antigamente, a altura dependia do tamanho do apoio de madeira que sustentava a construção, ou seja, o tamanho da madeira usada para a obra determinava a altura que ela teria! Hoje, o pé-direito médio das construções fica entre 2,50m e 2,70m. Abaixo de 2,40m é considerado baixo, causando a sensação de que o ambiente é menor. Um pé-direito alto está acima de 3,00m e garante ambientes amplos e mais agradáveis. O termo pé-direito duplo geralmente é usado para descrever um ambiente alto, não necessariamente 2 vezes uma altura normal.

*Assuntos relacionados: Estantes bem arrumadas e como dispôr quadros em ambientes com pé-direito alto.

+ estantes

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Casa Vila do Perpétuo

por assimeugosto - 09 de maio de 2010

Localizada em Nova Lima – MG, essa casa foi projetada pelo arquiteto Luiz Lanza.

Considerando-se as dimensões do terreno, a horizontalidade foi o partido arquitetônico proposto. Blocos com volumetrias distintas e usos específicos foram dispostos longitudinalmente, estabelecendo um jogo de proporções entre eles muito interessante. Essa disposição permitiu que todas as alas tenham aberturas para a área externa, com vista para a piscina e um pequeno lago localizado na área inferior do terreno.

A composição volumétrica da construção é resultado das diferentes dimensões dos espaços internos, onde foi estabelecida uma hierarquia entre os usos sociais e íntimos da casa. O bloco central abriga a sala de estar e jantar e é considerado o mais nobre, destacando-se pelo pé direito duplo e a dimensão do vão livre, garantidos por uma laje nervurada que avança em direção ao exterior.  Os blocos menores abrigam as áreas ítimas e de serviço, além de um escritório e a área de lazer.

Os blocos que formam a residência foram articulados entre si por uma galeria que abriga em seu interior um jardim de inverno coberto por um pergolado, trazendo o verde da paisagem e a iluminação natural também para dentro de casa.

As esquadrias de alumínio possibilitam enormes aberturas, constribuíndo para a integração dos espaços internos com a paisagem do terreno.

A piscina possui dimensões proporcionais ao comprimento da casa, integrando-se a toda extensão da fachada.

Todos os espaços internos possuem dimensões generosas, assim como grandes aberturas.

Imagens e dados: Livro OCA.

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