Varandas de apartamento

Quem mora em apartamento sabe a falta que faz ter algum espacinho ao ar livre, para se sentir menos confinado. Sendo assim, ter uma varanda, ainda que pequena, pode ser um privilégio, e uma forma de dar uma “carinha de casa” ao apartamento. Esse ambiente a mais pode funcionar como um cantinho gostoso pra curtir a vista e para receber os amigos de forma mais despojada ou até abrigar uma churrasqueira, nas mais espaçosas. Muita gente acha que não dá pra fazer nada na varanda, mas eu separei várias fotos que mostram ambientes aconchegantes e muito bem aproveitados.

Essa varanda comprida e estreita teve seu espaço muito bem aproveitado. Numa das pontas, essa mesa em madeira teca, e na outra, um cantinho de tv, formado por um deck com futton. Delícia, né? O fechamento é tipo cortina de vidro, daqueles que pode abrir ou fechar totalmente, acho bem funcional. Projeto de Ruth Leme via Tecto.

Essa outra varanda tem o formato mais quadrado, que abrigou esse estar super gostoso. Adoro a ideia do bancão com almofadas, usamos no Espaço Zen da Casa Cor 2007. As plantas e os móveis em fibra dão aquela carinha rústica de ambiente ao ar livre. Via Terra.

Mais duas ideias de estar com móveis em fibra – que pode ser natural ou artificial. Na primeira foto o espaço é maior e abriga quatro poltronas. Projeto de Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli via Casa Mix. / Na segunda foto, a poltrona larga, daquelas que abrigam duas pessoas, se encaixa perfeitamente. Projeto de Gerson Dutra de Sá.

Essa varanda parece ser um oásis no meio da cidade! As plantas em vaso fazem efeito e são práticas. Como não recebeu fechamento de vidro, os móveis devem ser próprios para áreas externas. Via Casa e Costrução.

Mais duas propostas de varandas estreitas. Na primeira a função é decorativa: um aparador e muitas plantas. Projeto de Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli via Casa Mix. / Na segunda foto, um charmoso banco de madeira com futton, vasos e lanternas, decoram de forma simples e funcional. Via Casa Mix.

Espaço lindíssimo e bem caprichado. O deck no piso e na parede deixam um clima de casa, reforçado pelas plantas e sofá em fibra. Gosto muito! Projeto de Gisele Busmayer via Stammer Fotografia.

Essa varanda em formato quadrado se transformou em espaço gourmet, com pia,  cooktop e churrasqueira. A mesa para 6 lugares foi possível por causa do banco encostado na parede, tipo lanchonete. Vale observar os jardins verticais nas laterais, adorei! Projeto de Daniella e Pricilla de Barros via Terra.

+ Varandas

 

Parede da Semana

Uma parede de efeito é sempre um bom recurso para decorar e tornar acolhedor um ambiente com pé direito duplo como esse. Nesta sala o material escolhido foi o limestone, assentado em placas de diferentes tamanhos, criando um efeito rústico semelhante ao do concreto aparente. Muito bonito, né? Projeto: Diego Revollo. Via Casa de Valentina.

O limestone é uma pedra calcária, encontrada principalmente na Europa e na América do Norte. É formada por rocha sedimentada, composta principalmente por calcite mineral, mas também por outros elementos responsáveis por suas diferenças de cor e resistência., como argila, óxido de ferro, areia… O limestone tem pouco brilho e uma textura aveludada, um efeito natural lindo e que combina com vários tipos de decoração. Gostaram?

 

———–> Veja mais salas com pé direito duplo aqui!

Loft sustentável

O Loft Sustentável foi projetado pela arquiteta Beta Pollis para a Casa Cor Brasília 2010.

A idéia era mostrar ao público que ambientes sustentáveis podem ser elegantes e luxuosos, fazendo com que as pessoas incorporem a sustentabilidade como um estilo de vida, se importando cada vez mais com o futuro do planeta e das novas gerações e procurando o uso consciente dos recursos e materiais disponíveis.

Dessa forma, o loft foi pensado para um casal sofisticado, que não abre mão de conforto e escolheu um modo de vida sustentável, cultivando verduras e legumes em sua própria horta, usando a bicicleta como meio de transporte e buscando toda a tecnologia disponível para uma construção que cause menos impacto ao meio ambiente.

A fachada tem desenho moderno, com platibandas escondendo o telhado e uma linda combinação de pedra, vidro e madeira. A porta de entrada é linda, ocupa quase todo o pé-direito duplo e é feita com madeira de reflorestamento.

A implantação da construção no terreno foi pensada para que a insolação fosse adequada. Assim, a fachada que recebe o sol da manhã é envidraçada e ali se localiza a horta. A fachada que recebe o sol da tarde é mais fechada e recebeu um telhado verde que ameniza a temperatura do interior em até 10%.

A estrutura da edificação é metálica, com alguns elementos de madeira e fechamentos em vidro ou alvenaria. Os enormes panos de vidro receberam uma película com 70% de proteção contra os raios ultravioleta. Quando acabar o evento, esses vidros serão reciclados. As pedras que revestem partes das fachadas são, na verdade, tiras reaproveitadas dos cortes de placas de granito para um efeito chamado spaccato.

No interior, uma palmeira que já existia no terreno ocupa todo o pé direito duplo e recebe irrigação proveniente dos drenos do ar condicionado. A sala recebeu uma decoração sofisticada, com tecidos naturais, como seda e linho, e muitos móveis atemporais com design assinado. Foram usados também alguns móveis antigos, feitos com madeiras que nem existem mais. A combinação de tons neutros e terrosos, associada à iluminação indireta, cria uma atmosfera aconchegante.

Uma das idéias mais legais desse projeto é a horta, que foi colocada numa caixa de aço corten formando uma jardineira que invade a cozinha gourmet, lá no fundo da foto. A horta apresenta uma tecnologia de cultivo japonesa, onde se cultivam hortaliças e alguns legumes com um substrato de apenas 10cm. Essa mesma tecnologia foi utilizada para o cultivo da grama que cobre o telhado verde. A cozinha gourmet, que recebe o sol da manhã, é coberta por uma enorme clarabóia, que permite a entrada de bastante luz natural.

Vários recursos de automação foram utilizados, não só para controlar a iluminação, através de sensores de insolação, mas também a irrigação da horta e do telhado verde. Outros conceitos essenciais para construções sustentáveis também foram abrangidos, como a captação e reuso de águas pluviais e do chuveiro, lavatórios e lavandeira para a limpeza e irrigação.

O piso da sala é em mármore, mas nesse caso ele foi utilizado numa versão super fina, de 5 mm.  No hall da escada, onde ficam as bicicletas, o piso é um cimentício. No fundo da escada foi utilizado o cimentício Rerthy, que foi fabricado conforme o desenho da própria arquiteta. A escada é bem leve, executada com estrutura metálica, degraus de madeira soltos e guarda-corpo em vidro temperado.

O projeto também priorizou a ventilação cruzada e os aparelhos de ar-condicionado escolhidos possuem  características que minimizam seu impacto no meio ambiente, como baixo consumo de energia, filtros que previnem bactérias e o gás que não agride a camada de ozônio. No piso do quarto, madeira de demolição.

Além de apresentar soluções viáveis e sustentáveis em um loft muito bem dividido e elegantemente decorado, é importante destacar toda a preocupação com a sustentabilidade da obra, executada para um evento com duração de apenas 40 dias, onde normalmente o que se vê é um desperdício enorme. Nesse caso, alguns materiais utilizados vieram de demolições de outras obras e, após a desmontagem, muitos elementos serão reaproveitados em outras construções, como toda a estrutura metálica. Telhas, fiação e tubulações serão doados e os vidros e entulhos serão reciclados.

Veja também: Tacos reaproveitados na paredeo que é um loft?

Assim eu gosto

Hall de entrada, projeto Duetto Arquitetura e Interiores.

Parede revestida em pedra Mosarte Chess Bege (placa com 28x28cm) da Vallori. Poltronas em fibra, Moana da Artefacto. Mesa em madeira freijó com vasos de madrepérola da Tok Stok e prato de prata da Le Lis Blanc.

foto: duetto

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