Arquivo para espaços comerciais - Página 7 de 8 - assim eu gosto: decoração e arquitetura
Adega em São Francisco
Postado Por - 19 de junho de 2010

Localizado no Four Seasons Hotel em São Francisco, o Press Club é uma adega de luxo, que funciona como restaurante, espaço para a degustação de vinhos, para eventos e como loja, oferecendo vinhos premiados dos seis dos vinhedos mais prestigiados do Norte da Califórnia. O projeto do escritório BCV Architects explora o contraste entre cores e materiais quentes, como a madeira, e estruturais, como o concreto aparente.

A fachada de vidro revela apenas a loja, no nível térreo, mas traduz o que o visitante vai encontrar lá dentro, um ambiente convidativo e aconchegante.

Logo na entrada, uma grande escada em concreto aparente com guarda-corpo de vidro leva ao salão de degustação no subsolo.  Vários nichos iluminados foram decorados com garrafas vazias, que dão cor e luz ao espaço.

Todas as paredes são revestidas em réguas de madeira, fazendo uma referência aos barris de vinho. O balcão do bar central recebeu o mesmo revestimento.

O espaço é dividido em alguns salões para diferentes usos. O da foto acima é um lounge, que ficou bem aconchegante com os sofás estofados em tecidos na mesma paleta de cores e pufes em cores e formatos diferentes. As garrafas expostas fazem parte da decoração.

Para grupos maiores, foram montados ambientes de degustação que lembram salas de estar de casa, pela disposição dos móveis e pelas cores e iluminação acolhedora.

Também pensando em grupos maiores, esse salão de jantar possui uma mesa grande e fica um pouco isolado da área do bar. Aqui a parede em concreto aparente contrasta com a madeira predominante no ambiente.

Contemporist





Missoni na decoração
Postado Por - 27 de maio de 2010

Esse mês inaugurou no Shopping Iguatemi de Brasília a segunda loja da Missoni no Brasil. Fundada em 1953, a marca italiana virou sinônimo de luxo no fim dos anos 60. Além da coleção completa de vestuário, a Missoni possui uma linha home, que além dos móveis lindos, oferece itens de cama, mesa e banho, tapetes, almofadas…O clássico zigue-zague é um hit!

A coleção home da Missoni muitas vezes se funde com o vestuário, tendo as mesmas inspirações e estampas, que a cada ano são lançadas no Salão de Milão. Com inspirações gráficas, florais e motivos africanos, a grife abusa de tramas naturais em tricô, complexa e perfeitamente executadas, tudo bem colorido e alegre.

O legal da loja de Brasília é que como ela é grande, oferece serviço de pronta entrega para o mobiliário, o que não acontece na loja de São Paulo. Mas além disso, o mobiliário pode ser personalizado. O cliente escolhe o tecido, a estampa e o tamanho e, tendo disponibilidade, o prazo de entrega é de até 70 dias. Os preços também são os mesmos da Itália, mas com o adicional dos impostos.

Fotos: Salão de Milão 2010.





Loja Farm Harmonia
Postado Por - 03 de maio de 2010

Localizada na Rua Harmonia, na Vila Madalena em São Paulo, o projeto arquitetônico da loja Farm, criado pelo escritório da Triptyque, ganhou o vários prêmios, dentre eles o da Bienal Internacional de Arquitetura e o da revista londrina Icon Magaine.

O grande diferencial da loja é o design moderno, seu conceito de arquitetura verde e sua sustentabilidade. O prédio possui sistema próprio de tratamento e reutilização da água, as madeiras utilizadas são reflorestadas e há plantas por todo o local.

O passeio pela loja começa num deck todo cheio de árvores e plantas. Inclusive uma das árvores foi toda decorada com mais de 500 borboletas! A escada que liga os pisos é feita com tronco de reflorestamento.

Muitas plantas estão presentes no interior da loja, criando a sensação de estar no meio da floresta. Os provadores são na verdade refúgios perfeitos pra você experimentar tudo que gosta. O chão é de grama sintética e as cortinas têm tecidos verdes com estampas de fotos de plantas externas da casa, muito lindos!

Outro grande detalhe da construção são as paredes externas recobertas por uma camada vegetal que, como outras plantas, precisa ser regada com frequência. Assim, antes de abrir e logo depois de fechar a loja, um sistema de tratamento e reutilização da água da chuva é acionado.

A água da chuva cai, é armazenada, tratada e então redistribuí­da pela casa através dos canos aparentes que são utilizados como araras e fazem circular pelas paredes a água da chuva já tratada. A idéia é que a casa seja sempre cheia de vida, respirando harmonia.

Via Adoro, o blog da Farm.





Restaurante em São Paulo
Postado Por - 03 de abril de 2010

Este é o restaurante Dalva e Dito, dos famosos chefs Alex Atala e Alain Poletto, localizado nos Jardins.  O conceito do restaurante é resgatar a culinária colonial brasileira, resgatando o clima das reuniões de famílias em volta da mesa da cozinha para conversar e saborear a comida farta. Este foi o ponto de partida para o projeto , concebido pelo designer de interiores Marcelo Rosenbaum, que passou uma semana na cidade mineira de Ouro Preto pesquisando as construções, a relação entre suas medidas, e observando as características dos espaços públicos da era colonial. O resultado foi essa linda releitura contemporânea do estilo colonial brasileiro.

No primeiro plano o terraço, que  integra-se ao salão principal por meio de grandes aberturas. Aqui aparecem influências da arquitetura moura, trazidas ao Brasil pelos portugueses na era colonial. Entre elas estão o painel de Athos Bulcão (ao fundo), executado com cerâmica branca e azul e os muxarabis nos fechamentos laterais e na cobertura do terraço. Eles deixam vazar uma luz filtrada, contribuindo para a atmosfera leve e agradável do espaço.

A iluminação suave em tom amarelado cria ambientação intimista no salão principal. As mesas foram confeccionadas com sobras de pisos de demolição, assim como o balcão do bar, com tampo de peroba maciça. As cadeiras de palhinha fazem uma referência direta à casa grande das fazendas. O contraponto ao cenário artesanal fica por conta da cozinha high tech, planejada pelo chef Alain Poletto e separada do salão principal por grandes panos de vidro que permitem ver toda a movimentação dos funcionários e todos os equipamentos.

No subsolo, onde forro e paredes foram revestidos por painéis melamínicos no padrão freijó, o destaque fica para os grafites de Derlon Almeida. Aqui foram dispostos o lounge e a grande mesa comunitária sob uma linha de luminárias antigas. Adoro esse recurso, o efeito é lindo.

Na decoração, elementos artesanais formam um rico conjunto de informações que valoriza a cultura popular brasileira. Um painel em laminado de madeira freijó serve de fundo ao itens que pertenciam ao acervo pessoal de Rosenbaum e incluem ex-votos, fragmentos, artefatos indígenas, peças cerâmicas, objetos vindos da cidade pernambucana de Caruaru. O piso em ladrilho hidráulico, formando lindos tapetes, foi outro responsável pela referência colonial.

As dimensões permitiram a divisão fluida e funcional da área em térreo com bar, salão principal e terraço integrado, além de subsolo com lounge e mais um bar – somados, eles oferecem cerca de 250 lugares. A linguagem artesanal caracteriza a construção e os interiores, começando pelas paredes de aspecto rústico, em composição harmoniosa com o piso de ladrilhos hidráulicos. Elas foram executadas por jovens de grupos de risco social, capacitados pelo Instituto Arapoty para trabalhar com o superadobe, técnica de baixo custo surgida na Índia nos anos 1970 e aparecem tambem na fachada. Na outra lateral, uma caixa formada pelos muxarabis delimita o amplo terraço.






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