Fizemos esse post em comemoração aos 103 anos do mestre, celebrando sua vida e sua obra. Hoje não há homenagem à altura desse exemplo de vida, tão intensa, tão produtiva; de obra, tão genial, tão magnânima; de pessoa, tão simples, tão generosa.
Estamos de luto, mas nos despedimos do mestre agradecendo pela cidade maravilhosa em que vivemos e por dar ao Brasil uma arquitetura pra chamar, genuinamente, de sua!
* o post abaixo foi publicado dia 15/12/2010 *
Hoje o arquiteto Oscar Niemeyer completa 103 anos. Considerado um dos nomes mais importantes da Arquitetura Moderna, ele revolucionou a arquitetura mundial explorando as possibilidades plásticas do concreto armado através do volumes e formas esculturais dos edifícios que projetava. Suas obras mais famosas são os edifícios públicos da época da construção de Brasília, que viraram os ícones da capital do Brasil. Mas ele é o responsável pelo projeto de centenas de construções esculturais em vários lugares do Brasil e do Mundo, até os dias de hoje.
Alguns criticam Niemeyer pela falta de funcionalidade de suas obras, ou pelo que chamam “falso idealismo” presente em seu discurso. Mas não se pode negar seu enorme talento para a criação e sua genialidade, que transformou a forma de se projetar e de se construir no mundo inteiro. Niemeyer teve com colaboradores essenciais para a execução de sua obra os engenheiros Joaquim Cardozo e José Carlos Sussekind, sendo o primeiro responsável pelo cálculo da maioria das obras da construção de Brasília e o segundo pelas obras da década de 70 até a atualidade.
Niemeyer em Brasília:
Niemeyer em Belo Horizonte:
Niemeyer em São Paulo:
Niemeyer no Rio de Janeiro:
Niemeyer na França:
Niemeyer na Argélia:
Niemeyer em Portugal:
Até os dias de hoje, apesar da fragilidade física, o arquiteto mantem uma vida, como sempre foi, altamente produtiva artistica e intelectualmente. Seu legado vai desde o design de mobiliário ao projeto dos mais diversos tipos de edifícios monumentais, passando pela escultura e pela literatura – sim, ele escreveu vários livros sobre suas vida e sobre arquitetura.
A Mão fica no Memorial da América Latina, em São Paulo. O Tributo à Visão fica no Centro Brasileiro do Visão, em Brasília,
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.” Oscar Niemeyer
Fotos: Google images. / Fonte de pesquisa: Wikipédia.
Veja outras obras de Niemeyer que já publicamos aqui no blog: Museus e Igrejas.
Vi que o blog Casa de Valentina também fez uma homenagem a Niemeyer, falando sobre seus projetos residenciais. Clique aqui!





















Fôrmas metálicas – permitem um acabamento mais uniforme e mais liso. Muitas vezes, como na foto acima, os furos da fôrma ficam marcados, eu acho lindo, mas quem não gostar pode cobrir com cimento.








5 – Adoro essa escada! Os degraus foram revestidos em madeira por todos os lados, formando um volume único, que a deixou visualmente mais simples e por isso mesmo mais bonita. O guarda-corpo em vidro ficou bem discreto. Projeto e foto: Andre Piva.

8 – De desenho escultural, essa escada é curva e sem apoios intermediários, o que torna sua execução complicada e por isso mais exclusiva. Projeto e fotoo: Roberto Migotto.
9 – Executada em chapa de aço pintada, essa escada ocupa o rasgo na laje e se beneficia do pé direito duplo. O guarda-corpo tubular é de ferro pintado de branco. Projeto dos arquitetos Hugo Schwartz e Alexandre Gedeon, foto Casa e Jardim.
12 – Essa escada majestosa foi projetada por Fernanda Marques para uma Casa Cor em São Paulo. Tudo bem que ela liga-nada-a-lugar-nenhum… mas é bonita demais! E pode ser executada em qualquer lugar espaçoso, que comporte suas curvas. Foto site Casa Cor.
A casa foi construída numa majestosa encosta no meio da Mata Atlântica, de frente para o mar, numa praia particular. Se o único acesso à casa é de barco pela praia, eu fico imaginando a dificuldade que foi para construí-la…
Em concreto e vidro com um belo desenho minimalista, são dois volumes de tamanho parecido, sobrepostos de forma desencontrada. No volume mais próximo do mar ficam o estar e os serviços; no outro estão os dormitórios.
A casa em si é simples, tendo como forma dois cubos empilhados abertos para o exterior, totalmente adequada à paisagem. Logo na frente da casa está a piscina e um amplo deck de madeira, ideal para tomar sol.
Dá pra ver que a piscina está praticamente na praia!
Amplas portas integram o exterior com o interior, que é bem minimalista, deixando como foco principal na vista de tirar o fôlego em todos os ângulos. Há peças novas criadas pelo escritório do arquiteto, o Studio mk27, alinhadas a peças modernas de Lina Bo Bardi, Sérgio Rodrigues e Zanine Caldas, que fazem parte da coleção particular dos jovens proprietários que são colecionadores de móveis brasileiros do século 20.
Diferentes materiais bem empregados: concreto aparente texturizado, vidro, pedra e madeira.
Detalhes do hall de entrada e o espelho dágua com uma passarela metálica. A cozinha com um pátio para trazer iluminação e ventilação natural (olha a bancada em silestone laranja!). A fachada da área dos dormitórios com fechamento em painéis retráteis de graveto de eucalipto que protegem do sol e perfumam o ambiente.
Sou fã número 1 do Márcio Kogan! Adoro aprender e admirar seu trabalho super contemporâneo, de uma plasticidade impressionante. São leves, simétricos e belos! Destacando sua intensa relação interior/exterior com aberturas sofisticadas em rasgos horizontais; o volume das suas “caixas” bem resolvidas; o tratamento especial nos percursos e circulações e a habilidade com o uso dos materiais, principalmente nas texturas.