área de lazer | assim eu gosto - Part 2
Casa no Morumbi (SP)
Postado Por - 04 de julho de 2011

Casa de 1000 m², em São Paulo. Projeto de Monica Drucker.

Esta belíssima casa distoa do padrão da cidade, localizada no alto do morro do Morumbi, entre as muitas árvores e quase 10m acima do nível do terreno vizinho, tem uma vista privilegiada da paisagem e uma privacidade incomum (o que permitiu grandes aberturas).

Feita para um casal com três filhos, tem 2 pavimentos com grandes varandas e recortes geométricos, criando um jogo de alturas que confere movimento ao projeto.

—>  Observem a ILUMINAÇÃO!!! Alguns ambientes tinham fotos com a luz natural e outra, mais a noite, com a iluminação planejada, não resisti e coloquei as duas. É tão difícil conseguir estes tipos de fotos e neste caso dá pra ver bem certinho!

Na entrada principal, uma escultura de cobre recebe os visitantes ao lado da grande porta pivotante de madeira (Angelim maciço). Ao fundo, à direita, a área de lazer com piscina e churrasqueira.

As diferentes alturas de pé-direito (3 e 4,5 m) participam da forte geometria da construção, cujo fechamento com vidros garante a ampla integração entre interiores e exteriores.

A entrada social da casa é feita pela fachada lateral. Do portão (junto ao muro de divisa da rua) até a porta principal da casa percorre-se uma alameda de grandes bambus. O deck da piscina é de madeira cumaru e os bancos são de mármore branco.

O hall e o living voltam-se para o jardim da piscina. Observem que o piso (mármore travertino levigado) une os ambientes internos e externos e integra os espaços.

Para marcar o hall de entrada, o pé-direito tem altura diferente. Adorei os pendentes gigantes usados de maneira (quase) aleatória!

Uma visão geral da sala. A lareira também foi feita em mármore travertino levigado e a coifa é de aço com pintura automotiva (cor marrom escuro).

A sala de jantar tem parede roxa, mesa de madeira e lustre de Murano branco. Ali na fundo dá pra ver a sala de almoço, que é separada por portas de correr totalmente retráteis.

A sala de almoço também volta-se para a área de lazer, com grandes portas de correr de vidro, e é ligada à cozinha e à sala de jantar. No cantinho tem uma deliciosa poltrona de descanso, um charme!

A cozinha (Formaplas) com ilha tem armários em fórmica de madeira, bancadas em Corian ($$$) e equipamentos em aço escovado. As janelas protegidas por brises se voltam para a área de lazer da residência.

O home theater é integrado a todos os ambientes sociais da casa, mas as portas de correr foram feitas de madeira para garantir um caráter mais privativo quando fechadas. LINDO o painel da tv em laca branca com desenho quadriculado, ele também tem iluminação embutida e esconde os equipamentos de imagem e som.

A fachada posterior é toda envidraçada e voltada para a área de lazer. As esquadrias são de alumínio com pintura especial (cor aço inox escovado) e fechamento com vidros Blindex (16 mm). As paredes receberam textura na cor branca da Terracor, o piso é o mesmo da sala (mármore travertino levigado), o deck é de madeira cumaru e a piscina é de pastilha de vidro.

A churrasqueira foi feita num gazebo da área de lazer que foi executado com perfis de alumínio na cor branca e fechamento lateral no sistema roll-on. Painéis feitos com ripas de madeira cumaru, formando quadrados, proporcionam sombra à cobertura de alumínio e vidro laminado de 10 mm.

No andar superior, os quartos são enormes, o piso é de tábua corrida (cumaru com tratamento clareador) e as esquadrias mostram a vista para o grande volume verde formado por bambus e flamboyants. A cabeceira da cama é de couro preto.

O closet do casal  tem armários de madeira com portas de correr espelhadas.

No banheiro, a bancada e o piso são de mármore branco piguês e a parede do box tem pastilhas de vidro branco. Os metais são da Deca.

—> Vocês acham ruim posts como este, com muitas fotos? Preferem que sejam divididos?

Via: Uol Casa e Imóveis

+ projetos de casas





Pisos para área externa
Postado Por - 28 de abril de 2011

Uma das dúvidas mais frequentes de quem está construindo ou reformando é decidir qual o piso ideal para colocar na varanda, em volta da piscina e na churrasqueira. Isso porque não existe nenhum material perfeito para as exigências dessas situações, ou seja, antiderrapante e fácil de limpar e que não necessite de manutenção frequente. Essas características são incompatíveis, já que pisos fáceis de limpar são lisos e escorregadios, e os antiderrapantes têm superfícies porosas e irregulares que facilitam o acúmulo de sujeira e dificultam a limpeza, necessitando ainda de impermeabilizações constantes. (Tem alguma empresa por aí desenvolvendo um material que reúna essas especificações simultaneamente? Conta pra gente!)

Tendo em mente que não existe uma especificação ideal, pra cada caso existe uma solução. O desafio é escolher o material mais adequado avaliando as vantagens e desvantagens de cada um, levando em consideração o custo, os aspectos físicos e estéticos, mão de obra disponível e frequencia de manutenção. Opções não faltam!

Esse é o material mais usado atualmente nas áreas de lazer. São fabricados em concreto de alto desempenho, possuindo  resistência mecânica e durabilidade. Os modelos indicados para áreas externas são antiderrapantes e atérmicos (não esquentam), possuem variedade de padrões e medidas e podem ser usados inclusive para o acabamento das bordas de piscina, uniformizando o espaço.

É um produto que exige impermeabilização para reduzir a absorção de água e gordura, facilitando a limpeza. Também é necessário o uso de uma cera que deve ser reaplicada a cada 2 meses.  Outra desvantagem são as juntas, que precisam ser de no mínimo 4mm. (São largas, juntam sujeira e são mais complicadas de limpar).

A limpeza deve ser frequente e com produtos especiais indicados pelo fabricante, nunca com produtos ácidos, pois os cimentícios não resistem à abrasão. Recomenda-se o uso de lavadoras de alta pressão com jato d’água tipo leque.

O mármore sempre é um revestimento nobre e para áreas externas os mais usados são o Travertino e o Bege Bahia, exatamente por seu aspecto rústico-sofisticado (lindo!), principalmente quando levigados. O levigamento é um acabamento semi-polido com resultado anti-derrapante sem ficar rústico demais.  Por serem claros eles também não esquentam muito.

A impermeabilização é feita no contrapiso e nas peças no momento da colocação. Depois disso a única manutenção é a limpeza bem frequente, já que o mármore é um material poroso que encarde com facilidade. A limpeza é feita com produtos próprios à base de ácido muriático e com a ajuda de vassoura de piaçava. Se optar por esse material na área da churrasqueira proteja-o da gordura, os mármores são altamente absorventes e podem manchar.

Adoro os decks de madeira, são rústicos e deixam a área de lazer com clima de praia, já que remetem à navegação.  A madeira tem a vantagem de não impermeabilizar o solo, já que não exige contrapiso. Deve-se optar pela madeira de reflorestamento (sustentável) tratada.

Ao contrário do que muita gente pensa, a madeira tratada adequadamente é resistente ao tempo. O processo de autoclave (já falamos dele aqui) evita o apodrecimento e ao ataque de fungos e insetos.  A manutenção deve ser feita com o uso de stain, um fluido que penetra na madeira e protege contra a chuva e o sol.  A reaplicação deve ser feita a cada 2 anos e dispensa a raspagem, já que ele não forma uma película na superfície, o que mantem a madeira com aspecto natural. ( Nada daqueles vernizes brilhantes que se usava antigamente e davam uma trabalheira para lixar e reaplicar todo ano!)

O fulget (também conhecido como uma  granilite rústica) é uma massa de cimento misturada com aditivos e granulados de pedras moídas, como granitos, mármores, quartzos, entre outros. Possui uma grande variedade de cores, é resistente, não deixa a sujeira aparente e é fácil de limpar, não exigindo nenhuma manutenção específica.

Altamente antiderrapante, tem a desvantagem se ser muito áspero (um pouco desconfortável para pisar descalço).  Sua instalação requer mão de obra especializada e exige a colocação de juntas regulares, para evitar fissuras. Outra desvantagem é que sua superfície uniforme não admite remendos no caso de ser necessário quebrar pra fazer algum reparo em instalações que fiquem embaixo dele.

As pedras (São Tomé, Pirenópolis, Miracema, etc) têm aspecto rústico e são um dos materiais mais adequados e utilizados em áreas externas. São naturalmente antiderrapantes por causa da superfície irregular. Porém, dependendo da tonalidade elas podem esquentar.

Como são porosas, absorvem água e gordura, podendo manchar. A limpeza com água e detergente neutro deve ser freqüente, com a ajuda de esfregão. De tempos em tempos é necessária uma limpeza mais profunda com ácido muriático, que deve ser feita com empresas especializadas.

Os “lajões“, como são chamados a pedras vendidas em formatos irregulares e em grandes tamanhos, formam bonitos desenhos e podem ser assentados com contrapiso ou entremeados com a grama. Sua instalação requer uma boa mão de obra devido aos encaixes que devem ser pensado um a um, como um quebra-cabeça.

O mosaico português tem a vantagem de ser permeável, pois sua instalação não necessita de contrapiso, apenas de uma camada de areia. As pedras de pequena dimensão são adaptáveis às ondulações do terreno, também não sendo necessário o nivelamento do mesmo. Porém, a colocação é trabalhosa e requer mão de obra especializada.

Ambientes com uma proposta mais rústica ficam lindos com esse revestimento. As cerâmicas são materiais resistentes e duráveis e possuem diversos acabamentos e tonalidades. Na hora de escolher, fique atento a duas siglas: quanto maior o PEI  (Porcelain Enamel Institute), maior a resistência à abrasão e produtos com CA (Coeficiente de Atrito) maior que 0,4 são consideradas antiderrapantes.

O contrapiso deve ser impermeabilizado e se o acabamento for poroso, é necessário aplicar produtos hidrorrepelentes e oleofugantes. Assim como as pedras, cerâmicas porosas sofrem a ação do tempo e podem manchar. A limpeza é feita com água e detergente neutro.

Por possuírem baixo índice de absorção de água, os porcelanatos são mais resistentes que as cerâmicas e as pedras naturais, não sendo necessária a impermeabilização. A junta fina dificulta o acúmulo de limo e limpeza pode ser feita com detergente neutro.

Os porcelanatos indicados para áreas externas são os de superfície natural (sem polimento) e há no mercado uma diversidade enorme de cores e modelos. Devem ser observados as mesmas siglas da cerâmica (PEI e CA).

A tendência atual é uniformizar os ambientes externos com o mesmo piso, que envolve a piscina, passa pela varanda e muitas vezes entra pela casa… Mas nem sempre o mesmo piso é o mais adequado para todos os espaços. Cada uso tem exigências específicas e misturar os materiais pode ser uma boa solução.

A área da varanda e cozinha gourmet recebeu o piso de cimento queimado e em volta da piscina foi utilizado um deck de madeira, criando um contraste e delimitando bem as áreas.

A pedra portuguesa aqui revestiu toda a volta da piscina, mas a borda recebeu peças de cimentícios, pensadas exatamente para esse fim, com acabamento arredondado e superfície atérmica.

O porcelanato que reveste a varanda é o mesmo do restante da casa e deve ser antiderrapante, pois é comum as pessoas saírem da piscina e entrarem na varanda ainda molhadas… O cimentício, mais uma vez, fez o acabamento da borda da piscina.

Na primeira foto o deck de madeira foi a opção para o piso da varanda, mas dentro da churrasqueira foi colocado um piso de granito, facilitando a manutenção dessa área sujeita à gordura.  / Na segunda imagem o deck de madeira se mistura com o piso de granito bruto. Na borda, cimentício com acabamento arredondado.

- Independente do material que você escolher, siga sempre as recomendações do fabricante para a instalação, limpeza e manutenção.

- Não brigue com o envelhecimento natural dos materiais, todos sofrem a ação do tempo, a tonalidade muda e algumas manchas sempre aparecem.

- Opte por cores claras, mas não o branco total! O encardido do tempo fica mais evidente, e além disso, nos horários de muito insolação, eles refletem a luz e podem ofuscar. É sério, numa Casa Cor do Rio uma vez usaram um cimentado bem branquinho em toda a área externa. Resultado? Vários visitantes caíram na piscina porque não conseguiam enxergar nada. #fail.

- Muita gente pergunta sobre os materiais que imitam a madeira… Isso vai ser assunto pra um outro post!

Veja também: Área de Lazer, Piscinas e Churrasqueiras.





Casa de campo
Postado Por - 24 de março de 2011

Localizada perto de Londres, esta casa de campo foi feita para uma família grande e que gosta de receber os amigos nos finais de semana.

Conforto e estilo marcado por linhas simples, telhado inclinado, exterior em pedra e grandes aberturas que favorecem a bela paisagem.

O interior é amplo com cozinha, sala de jantar e sala de estar integradas.

A estrutura é em madeira, o piso é aquecido e algumas paredes são em tijolo aparente - tudo pra trazer mais aconchego.

Os proprietários queriam uma casa funcional, onde as crianças poderiam brincar à vontade e em contato com a natureza. Deu certo! Achei o projeto super coerente, um charme!

Projeto: McLean Quinlan. Via: Sarah Klassen.





Área de lazer 2
Postado Por - 06 de fevereiro de 2011

Tenho este projeto salvo nos meus favoritos há um tempão, e sempre que preciso de inspiração para fazer uma área de lazer, me lembro dele.

Com 66 m², a área de lazer tem uma cozinha gourmet com churrasqueira, forno de pizza e bancada para refeições; uma sala com mesa e home theater; um lavabo e uma sauna com entrada por fora.

O projeto foi construído nos fundos do terreno, independente da casa. O grande problema da churrasqueira anterior era o calor, pois estava localizada na face oeste do terreno, então foi feito um novo anexo em estrutura metálica e alvenaria, com a fachada protegida para garantir o conforto térmico.  O piso envolta da piscina que imita madeira é da Castelatto.

Quando abertos, os  panos de vidro (com persianas) integram com a piscina. O recorte no telhado abriga uma calha para não acumular água no beiral em dias de chuva. Já na área da churrasqueira, as paredes foram revestidas em pedra canjiquinha.

Todo o piso é em porcelanato. As portas venezianas (em angelim maciço) são tipo pivotante e os brises protegem nos horários de sol forte. / A cozinha é completa: cooktop, geladeira, forno de pizza e churrasqueira. A bancada da pia, em Silestone clarinho, também serve de apoio para refeições. Ali o pé-direito é mais baixo (2,90 m), pois o forro esconde caixa-d’água e equipamentos do ar-condicionado.

A parede do home é linda! O painel atrás da tv foi feito com tábuas de madeira (peroba-do-campo), tem iluminação embutida e ainda esconde a porta do lavabo ali no cantinho. A parte superior recebeu pintura texturizada.

Projeto: Eliane Fiúza e Luiz Henrique Medeiros. Via: site Casa.

+ área externa





Piscinas 1
Postado Por - 29 de novembro de 2010

Cada vez mais acessível, ter uma piscina em casa deixou de ser um sonho distante. Existem muitas opções prontas (de fibra de vidro) disponíveis no mercado e também vários tipos de acabamentos para quem quer construir. Antes de começar uma obra, avalie não só o custo da construção, mas também a manutenção. Pouco adianta ter uma piscina em casa, se ela não estiver sempre limpa e com a água tratada.

Localização – O melhor lugar para construir a sua piscina é no lado Poente do terreno, ou seja, onde o sol se põe. Caso você não tenha essa opção, escolha ao menos um local onde o sol bate por mais tempo no período da tarde. Assim, a casa não faz sombra na água e todo mundo vai poder usufruir muitão sem passar aquele friozinho que dá quando o sol vai sumindo…

Tamanho – A proporção é fundamental. Se você não tem espaço sobrando, não exagere no tamanho da piscina para não perder a área de lazer do seu terreno. Em casos de pouco espaço, opte por um spa com hidromassagem ou banheiras tipo Jacuzzi.

Piscinas-Pequenas

Casa com piscina pequena com hidromassagem

Formato – Na área escolhida, o formato deve ser proporcional ao tamanho do terreno e ao espaço disponível. Podem ter diversos desenhos, com formas retas ou orgânicas. Atualmente, a piscina tipo raia também conquista muitos adeptos por não ocupar muito espaço e servir para a prática da natação.

Podem ser: retas (irregular, quadrada, retangular, raia) ou orgânicas ( irregular, redonda, oval, feijão).

Estrutura – Uma empresa especializada ou um Engenheiro são os mais indicados para ajudar na definição do tipo de estrutura. Deve-se considerar o tipo de solo e as condições do terreno, evitando futuros problemas. As de concreto são as mais caras, mas também as mais seguras com relação às infiltrações.

Podem ser: concreto, concreto + vergalhões de ferro, concreto apoiado em pilares, argamassa + ferro, alvenaria estrutural.

Impermeabilização – Cuide para que durante a obra seja feita uma boa impermeabilização. Para evitar infiltrações, uma estrutura bem feita já é um bom ponto de partida.

Profundidade - Antigamente, eram comuns piscinas grandes e beeem profundas. Hoje, a profundidade diminuiu deixando-as mais confortáveis para o uso e também mais econômicas. A natureza agradece! #sustentável

* Lembre-se: a água fica uns 10cm abaixo da borda.

Piscina convencional (150cm) – É a mais tradicional, a água fica no pescoço. É usada para nadar, mas para “pular de ponta” deve ter 180cm.

Piscina familiar (120cm) – É uma piscina para ficar conversando, curtindo a família e os amigos. Considero a profundidade prática e uma das que mais gosto. O nome fui eu que inventei! kkkk

Piscina infantil (90cm) – É a profundidade tradicional para crianças.

Prainha (50cm) – Serve para adultos e crianças, é aquele degrau que dá para sentar e ficar conversando. Lembram da piscina do Big Brother? Pois é, já tive clientes que me pediram com esse nome!

Lava-pés (30cm) – É a profundidade que também serve para colocar as cadeiras de tomar sol, fica uma delícia!

* Essas são apenas sugestões de profundidade, não existe uma regra específica.  É claro que você não precisa ter todas elas numa piscina só, veja a que mais de adequa ao seu uso e seu gosto.

Revestimentos – São muitas opções e aqui o custo pode definir a escolha. As pastilhas de vidro são as mais bonitas e também as mais caras, mas quanto menor o tamanho, maiores as chances de descolar, por isso a mão de obra deve ser de qualidade.  Minha escolha pessoal é a pastilha cerâmica, mais barata e também muito bonita.

Podem ser: cerâmica, azulejo, pastilhas cerâmicas (Atlas, Jatobá), pastilha de vidro (Vidrotil, Colormix), vinil.

Cores - A cor azul é a mais usada, variando de claro a escuro. Observo uma tendência com piscinas de uma cor só em tons mais escuros, que eu gosto muito! Vi também algumas piscinas esverdeadas, mas acho que combinam num contexto mais natural, em lugares inseridos na mata…

Piscina Hotel Unique

A piscina vermelha do Hotel Unique, em São Paulo, fica na cobertura do edifício e é conhecida pela sua origialidade. Projeto Rui Othake.

Bordas e pisos - O mais adequado é que a borda e o piso ao redor da piscina sejam antiderrapantes, como as pedras naturais, os cimentícios e os porcelanatos antiderrapantes.

As pedras naturais – granito, mármore, quartzo, pedra goiás - são mais acessíveis e muito utilizadas, mas esquentam ao sol e precisam ser apicoadas ou boleadas (acabamentos para arredondar as quinas). Podem ser: granito apicoado (cores claras) , mármore Travertino Romano Bruto ou Bege Bahia Bruto, mármore Branco Especial jateado, pedra São Tomé.

Os cimentícios – Solarium, Castelatto – são materiais mais modernos, possuem alta resistência, são atérmicos (não esquentam ao sol), têm várias opções de cores (para locais expostos ao sol, prefira as cores claras, como o areia e o bege) e de curvas para bordas de piscinas (a borda em formato de peito de pombo impede que a água transbordada volte para dentro da piscina). Ainda recebem um tratamento antifúngico e contra aformação de limo. Eu recomendo!

A madeira – ipê, maçaranduba - é muito usada para piso de deques. Deve ser tratada e exige manutenção constante, mas o efeito é lindo e vale o sacrifício!

* Bordas muito usadas ultimamante:  borda infinita, prainha (borda inclinada) e degraus submersos.

Iluminação – Um bom recurso para deixar a sua piscina ainda mais bonita é uma iluminação planejada, com pontos de led azul espalhados no seu interior. O planejamento deve ser feito ainda na fase de obra, depois só se a iluminação vier de fora.

piscina com iluminacao de led
Piscina tipo raia com iluminação embutida nas laterais. Projeto Márcio Kogan.

Aquecimento – Não adianta uma super piscina, um trabalhão para mantê-la limpa e ninguém para usá-la… Aquecer pode ser a solução! Os aquecedores prolongam o uso da piscina durante todo o ano, a qualquer hora e em qualquer estação.

Paisagismo – A mistura de água e verde é sempre uma delícia! Um paisagista é capaz de transformar a região envolta da piscina num lugar ainda mais completo e gostoso. Não é aconselhável construir a piscina em locais que possuam pinheiros, eucaliptos e árvores frutíferas (elas soltam folhas com frequência).

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Piscina grande em pastilha azul escura com raias marcadas no fundo + borda e piso em mármore claro antiderrapante. Achei interessante o detalhe da escada que desce para a sauna com guarda corpo de vidro.

O mesmo piso cimentício foi usado na borda da piscina que é inclinada, tipo praia. Adoro este efeito!

Piscina em pastilha cerâmica azul escura + prainha mais clara + borda inclinada com grelha coberta por seixos brancos. Aqui também tem uma hidromassagem com borda de madeira.

Piscina com borda infinita e piso + borda + grelha em cimentício clarinho. Projeto Affonso Risi.

Piscina na beira da praia em pastilha de vidro azul escura (Glass Mozaik azul) com bordas altas revestidas no mesmo material. O deck de madeira ocupa quase todas as laterais, no resto é grama. Projeto João Armentanno.

Piscina em pastilha cerâmica + prainha + vários degraus internos.

Piscina pequena + prainha + degraus internos. A borda e o piso são em mármore claro apicoado. Projeto Tânia Camara e Eduardo Pagotto.

Piscina super bonita toda em pastilha de vidro com bordas em mármore branco e deck de madeira.  Olha o lava-pés com espaço para as espreguiçadeiras, adorei! Projeto Sidney Quintela.

Piscina tipo raia

Piscina coberta, revestida em pastilha azul clara e com iluminação embutida.

Piscina revestida em pastilha de vidro azul escura e borda em mármore claro. Projeto de Luciano Graber.

Piscina  grande + hidromassagem com bordas inclinadas em mármore Bege Bahia bruto, o mesmo usado no piso.

Piscina revestida em pastilhas de vidro azuis, com borda infinita + prainha + spa de hidromassagem. Borda em mármore apicoado. Projeto Selma Tammaro.

Piscina grande com borda infinita e degraus com 3 tons de pastilha. A natureza está integrada ao projeto trazendo leveza. Projeto Benedito Abbud.

Piscina revestida em pastilha cerâmica, com vários degraus e paisagismo integrado. A borda possui uma grelha bem fininha para facilitar o escoamento da água.

Piscina que se confunde com a mata. Tem borda infinita e foi revestida com com pastilhas verdes. Projeto Ricardo Ferri.

# Dica! O melhor momento para construir uma piscina é na estação do frio, por conta dos preços e dos prazos. Organize-se!!!

Fonte de pesquisa: Casa Cláudia Julho 2010 / Arquitetura e Construção (várias) / site casa

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